Maioria dos entrevistados concorda com Michelle Bolsonaro em conflito com Flávio Bolsonaro, aponta Quaest
Pesquisa Quaest indica que 42% dos entrevistados concordam com Michelle Bolsonaro e 18% com Flávio Bolsonaro sobre conflito por alianças no Ceará. O levantamento, com 2.004 pessoas, aponta que 45% consideraram correta a exposição pública do atrito
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A maioria dos entrevistados em levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (15), tende a concordar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em relação ao conflito ocorrido com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O índice de apoio a Michelle é de 42%, enquanto Flávio conta com a concordância de 18% dos participantes. Outros 22% não concordam com nenhum dos dois, 3% dividem a concordância entre ambos e 15% não souberam ou não responderam.
O atrito tornou-se público em 24 de junho, após a divulgação de vídeos nas redes sociais por Michelle, nos quais ela relatou ter sido humilhada, desrespeitada e maltratada por Flávio durante uma ligação telefônica. A divergência teve como ponto central as alianças eleitorais do PL no Ceará. Na ocasião, Michelle afirmou que não mantinha contato com o enteado desde o final de 2025 e interpretou que Flávio não desejava seu apoio à pré-candidatura ou o considerava irrelevante.
Percepção pública e impactos políticos
Sobre a exposição do desentendimento, 45% dos consultados avaliaram que a decisão de Michelle de tornar o caso público foi correta, ao passo que 38% consideraram a atitude errada. O levantamento indicou que 49% dos entrevistados já tinham conhecimento dos vídeos, enquanto 51% souberam do episódio no momento da pesquisa.
Quanto às motivações de Michelle para a publicação, os dados apontam que:
* 34% acreditam que ela deseja se candidatar à Presidência no lugar de Flávio;
* 25% veem a ação como oposição a alianças políticas específicas;
* 16% interpretam como uma resposta a ataques e desrespeitos sofridos;
* 4% consideram todos os motivos citados;
* 2% apontam outra motivação.
Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que o episódio evidencia uma fragilidade na campanha de Flávio Bolsonaro perante o eleitorado alinhado à direita. Essa percepção é reforçada pelo dado de que 47% dos entrevistados acreditam que a participação direta de Michelle não aumenta as chances de vitória de Flávio, enquanto 38% consideram que a presença dela seria benéfica.
Desdobramentos institucionais
Após a repercussão dos vídeos, Flávio Bolsonaro pediu desculpas e negou a intenção de ofender a ex-primeira-dama. No dia seguinte, Michelle negou a existência de competição ou briga, assegurando que ambos trabalhariam juntos no pleito.
No entanto, em 30 de junho, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. A justificativa apresentada foi a necessidade de se dedicar aos cuidados da filha e do ex-presidente Jair Bolsonaro. No cenário político, Michelle era mencionada como um possível nome da direita para a Presidência antes da escolha de Flávio e mantém a pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, embora ainda não tenha confirmado sua participação.
Metodologia
O estudo foi encomendado pelo Banco Genial e realizou entrevistas presenciais com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de julho. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07181/2026.