Política

Mário Frias nega ter destinado emendas parlamentares para financiar cinebiografia de Jair Bolsonaro

26 de Maio de 2026 às 06:00

O deputado Mário Frias (PL-SP) negou ter destinado R$ 2 milhões em emendas para a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O parlamentar é investigado pelo STF por possível desvio de finalidade em repasses ao Instituto Conhecer Brasil

Mário Frias nega ter destinado emendas parlamentares para financiar cinebiografia de Jair Bolsonaro
© ROBERTO CASTRO/ MTUR

O deputado Mário Frias (PL-SP) negou, nesta segunda-feira (25), ter destinado emendas parlamentares para o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar é alvo de uma apuração preliminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar um possível desvio de finalidade em repasses que somam R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil. A ONG em questão possui vínculo com a produtora Go Up Entertainment, empresa responsável pelas gravações do filme "Dark Horse", obra que retrata a trajetória política de Bolsonaro e ainda não foi lançada.

A investigação no STF teve início após uma representação protocolada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Em sua defesa, Frias argumenta que os recursos foram direcionados a projetos de esportes, empreendedorismo e inclusão digital. O deputado refutou a existência de provas que liguem as emendas à produção cinematográfica, classificando a acusação como especulativa e baseada apenas na suposta associação entre pessoas jurídicas que compartilham o mesmo endereço.

Para sustentar a regularidade dos repasses, o parlamentar citou um parecer da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara (CONOF), ratificado em 6 de abril de 2026 pelo advogado-chefe da Casa, Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva. O documento afirma que os procedimentos seguiram a legislação vigente, sem vícios formais ou materiais.

Paralelamente ao processo, Frias não foi localizado por um oficial de Justiça em cinco tentativas de intimação. O deputado viaja ao exterior, embora não tenha recebido autorização da Câmara dos Deputados para deixar o país.

A existência do filme tornou-se pública após a divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ocorridas em novembro do ano passado, nas quais o senador solicitava recursos para as gravações. Na ocasião, Flávio Bolsonaro negou a combinação de vantagens indevidas e afirmou que a verba utilizada era de origem privada.

Com informações de Agência Brasil

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