Política

Mauro Vieira repudia declarações de Marco Rubio após Estados Unidos imporem novas tarifas a produtos brasileiros

16 de Julho de 2026 às 15:03

O ministro Mauro Vieira repudiou declarações de Marco Rubio e criticou a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O chanceler afirmou que a taxação possui motivações políticas e relatou a realização de mais de 30 reuniões diplomáticas para evitar a medida

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, repudiou as recentes declarações do Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, classificando-as como ofensivas ao povo brasileiro e inaceitáveis. De acordo com o chanceler, Rubio agiu de maneira arrogante e grosseira ao atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chefe de Estado de uma nação aliada.

A reação do Itamaraty ocorreu nesta quinta-feira (16), logo após a confirmação de que o governo norte-americano aplicará novas tarifas de 25% sobre produtos originários do Brasil.

Motivações e Tensões Diplomáticas

Para Mauro Vieira, a imposição dessas taxas carece de lastro na realidade e não possui justificativa técnica, sendo movida por interesses políticos. O ministro afirmou, ainda, que houve tentativas de interferência dos Estados Unidos no Judiciário brasileiro.

As críticas do governo brasileiro são uma resposta direta a falas de Marco Rubio, publicadas em redes sociais na madrugada desta quinta-feira. O secretário estadunidense afirmou que as políticas econômicas da gestão Lula prejudicam tanto os americanos quanto os brasileiros, além de acusar o presidente do Brasil de não negociar com boa-fé.

Esforços de Negociação

O chanceler detalhou que o Brasil buscou alternativas para evitar a taxação por meio de intensos diálogos diplomáticos. Desde março de 2025, foram realizadas mais de 30 reuniões, abrangendo níveis técnico, ministerial e presidencial, ocorrendo de forma presencial, virtual ou telefônica.

Dentre esses contatos, 11 foram realizados especificamente com Marco Rubio e Jamieson Greer. Vieira ressaltou que as tentativas de negociação começaram antes mesmo de 2025, período que antecede o "tarifaço original".

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