Política

Mulheres conservadoras planejam ação judicial nos Estados Unidos contra brasileiros ligados ao bolsonarismo

02 de Julho de 2026 às 18:02

Mulheres conservadoras planejam processar nos Estados Unidos brasileiros ligados ao bolsonarismo, como Allan dos Santos, por calúnia, difamação e injúria em redes sociais. As vítimas incluem Celina Leão, Damares Alves e Michelle Bolsonaro. O deputado Marcos Feliciano cobrou que Flávio Bolsonaro contenha os agressores

Um grupo de mulheres conservadoras com atuação política planeja ajuizar uma ação nos Estados Unidos contra brasileiros ligados ao bolsonarismo. A medida visa punir indivíduos que, segundo as parlamentares e gestoras, integram um "gabinete do ódio" responsável por ataques sistemáticos em redes sociais. Entre os nomes citados pelas vítimas está o influenciador Allan dos Santos, foragido da justiça brasileira e seguidor de Olavo de Carvalho.

A ofensiva jurídica, que já contou com a consulta a um advogado norte-americano, baseia-se em evidências coletadas de diversas plataformas digitais. O grupo argumenta que as publicações configuram crimes de calúnia, difamação e injúria, condutas que também possuem tipificação legal em território estadunidense. Embora o foco inicial sejam mulheres de direita que se posicionam sobre temas sociais, há a intenção de incluir no processo ataques direcionados a mulheres de esquerda realizados pelos mesmos perfis sediados no exterior.

As vítimas mais recorrentes dessas investidas são a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também foi alvo, fato que motivou a gravação de um vídeo na última semana. Na gravação, Michelle criticou a existência de um grupo de maledicência coordenada a partir do exterior, mencionando que alguns desses agressores aparecem em fotografias ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A mobilização contra as ofensivas já foi levada ao conhecimento de Flávio Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL). A pressão institucional expandiu-se para além do grupo feminino; nesta quarta-feira (1º), o deputado Marcos Feliciano utilizou a rede social X para cobrar que o senador Flávio Bolsonaro contenha os agressores, alertando que a permanência da situação poderia acarretar a perda do apoio do segmento evangélico.

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