Partido Democracia Cristã instaura processo para expulsar o ex-ministro Aldo Rebelo
A direção nacional do Democracia Cristã instaurou processo para expulsar Aldo Rebelo após ataques do político à cúpula da sigla. O conflito começou quando o partido substituiu Rebelo por Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência. A legenda alega que a conduta do ex-ministro fere o estatuto partidário
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/j/e/ZKlR91Sf260EnufX23IA/img20240702154251343.jpg)
A direção nacional do partido Democracia Cristã (DC) instaurou um processo disciplinar que resultará na expulsão do ex-ministro Aldo Rebelo. A decisão da legenda ocorre após o político recém-filiado realizar ataques públicos contra a cúpula e a presidência nacional da sigla.
O conflito teve início após o partido substituir Rebelo, anunciado como pré-candidato à Presidência no começo do ano, pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Barbosa, que atuou na Corte entre 2003 e 2014, aposentou-se antecipadamente em 31 de julho daquele ano e já havia sido cotado para a disputa presidencial em 2018, ocasião em que desistiu da corrida.
Em resposta à nova aposta da legenda, Rebelo utilizou as redes sociais e a imprensa para classificar a escolha de Barbosa como uma afronta às relações políticas e à transparência. O ex-deputado federal afirmou que mantém sua pré-candidatura ao Planalto, baseando-se em compromissos firmados com a direção nacional, e declarou que pretende sustentar a posição até a convenção, inclusive por meio de medidas judiciais.
A crise interna envolveu ainda críticas diretas de Rebelo ao presidente do partido, João Caldas. O ex-ministro alegou que Caldas estaria preocupado com o andamento do caso Master, em Alagoas, estado onde o filho do dirigente, João Henrique Caldas (JHC), foi prefeito até o início de abril e agora concorre ao governo estadual.
Em comunicado oficial, o DC justificou a abertura do procedimento disciplinar alegando que as atitudes de Rebelo ferem o estatuto e os princípios da agremiação. A legenda afirmou que tentativas de resolver a situação de forma harmoniosa foram frustradas pela intransigência do filiado, concluindo que não há espaço na sigla para calúnias, difamação ou má-fé. A desfiliação será formalmente comunicada à Justiça Eleitoral.
De acordo com a Lei Eleitoral, a homologação de uma candidatura à Presidência exige que o postulante esteja filiado a um partido político pelo menos seis meses antes do pleito.