Polícia Federal prevê investimento de 95 milhões de reais na segurança de presidenciáveis em 2026
A Polícia Federal prevê investir R$ 95 milhões na segurança de candidatos à Presidência em 2026. O valor custeará a remuneração de 458 servidores, logística e a compra de equipamentos. A proteção será concedida após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias
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A Polícia Federal planeja investir R$ 95 milhões na segurança dos candidatos à Presidência da República para o pleito de 2026. O montante representa um aumento significativo em relação aos R$ 57 milhões aplicados em 2022, ocasião em que R$ 32 milhões foram destinados a equipamentos e R$ 25 milhões custearam a logística e diárias operacionais.
A ampliação da estrutura responde ao crescimento das preocupações com a integridade de autoridades e postulantes ao cargo durante agendas de campanha.
Planejamento e Alocação de Recursos
A preparação para a operação teve início há dois anos, envolvendo o treinamento de equipes e a elaboração de esquemas de proteção individualizados para cada candidatura. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, detalhou que a estratégia baseou-se em análises de risco para o mapeamento de deslocamentos e eventos, além do alinhamento operacional dos agentes envolvidos.
O orçamento previsto será distribuído nas seguintes frentes:
- Recursos Humanos: remuneração de 458 servidores;
- Equipamentos: aquisição de viaturas blindadas, armamentos, sistemas antidrones e itens de proteção individual;
- Logística: cobertura de despesas operacionais das equipes em acompanhamento aos candidatos.
Cronograma e Regras de Elegibilidade
O direito à proteção da Polícia Federal é concedido aos presidenciáveis somente após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias, conforme determina a legislação eleitoral.
As convenções, etapa obrigatória para o registro junto à Justiça Eleitoral, devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. O processo é aberto a partidos e federações registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que possuem autonomia para definir a data e o formato da assembleia, podendo ser realizada de maneira presencial, virtual ou híbrida.