Produtora de filme sobre Jair Bolsonaro ainda não pediu autorização da Ancine para lançamento nacional
A produtora GOUP Entertainment não solicitou à Ancine a autorização para lançar a cinebiografia de Jair Bolsonaro nos cinemas brasileiros. O projeto possui divergências sobre a data de estreia e a origem do financiamento, com denúncias de repasses vinculados a fraudes bancárias. A empresa e o deputado Mario Frias negam aportes de Daniel Vorcaro ou do Banco Master
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A produtora GOUP Entertainment, responsável pela cinebiografia "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda não solicitou à Agência Nacional de Cinema (Ancine) a autorização para o lançamento comercial da obra nos cinemas brasileiros. A empresa consta como agente econômico no órgão desde 9 de agosto de 2025.
O projeto enfrenta divergências sobre sua estreia e financiamento. Enquanto o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, previu o lançamento nos Estados Unidos para 11 de setembro de 2026, o site especializado Deadline informou, em 21 de abril, que não existe data definida e que a produção ainda busca compradores.
A viabilidade financeira do longa tornou-se alvo de controvérsia após a divulgação de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção em território americano. Embora o senador tenha inicialmente negado o repasse financeiro em entrevista na saída do Supremo Tribunal Federal (STF), ele publicou posteriormente um vídeo confirmando o pedido de dinheiro, alegando tratar-se de "dinheiro privado" e negando irregularidades.
Relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que a empresa Entre Investimentos, que teria intermediado repasses entre Vorcaro e a produção, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por fraude no Banco Master. Informações complementares apontam que Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção entre fevereiro e maio de 2025, via transferência para um fundo nos EUA vinculado a um aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Em contrapartida, a GOUP Entertainment e o deputado federal Mario Frias negam categoricamente qualquer aporte financeiro de Daniel Vorcaro ou do Banco Master no filme. Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não possui sociedade na produtora nem no longa, limitando sua atuação à cessão dos direitos de imagem da família e ao uso de sua influência para atrair investidores.