Política

PSD define Gilberto Kassab como pré-candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado

02 de Julho de 2026 às 12:06

O PSD definiu a chapa presidencial composta por Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab. A candidatura segue sem alianças partidárias, dispondo de 55 segundos de propaganda e R$ 421 milhões do fundo eleitoral

O PSD definiu a composição de sua chapa para a disputa presidencial de outubro, escolhendo Gilberto Kassab como pré-candidato a vice-presidente ao lado de Ronaldo Caiado. Até o momento, a candidatura permanece restrita aos quadros da própria sigla, sem a adesão de outros partidos.

A ausência de alianças impacta diretamente a estrutura de campanha de Caiado, especialmente no que diz respeito ao tempo de propaganda e ao volume de recursos financeiros. De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral, a indicação do vice-presidente não altera esses valores se o candidato pertencer ao mesmo partido. O montante de verbas e o tempo de rádio e TV são determinados pelo tamanho das bancadas de deputados federais na Câmara.

Atualmente, o PSD tem direito a 55 segundos de propaganda e contará com R$ 421 milhões do fundo eleitoral em 2026, valor que deve ser distribuído entre as disputas presidencial, governos estaduais, Senado e Câmara. Caso consiga integrar outras siglas à coligação, esses números seriam somados aos dos parceiros.

O partido buscou aproximações com Romeu Zema, do Novo, que possui três deputados federais, R$ 37 milhões de fundo eleitoral e 4 segundos de propaganda. Houve também tentativa de composição com a federação formada por União Brasil e Progressistas, que detêm, juntos, 106 deputados, R$ 943 milhões em recursos e 5 minutos e 27 segundos de tempo eleitoral.

A diferença no alcance da propaganda é significativa: enquanto uma chapa exclusiva do PSD teria aproximadamente 1 minuto e 8 segundos por bloco, a união com o Novo elevaria esse tempo para 1 minuto e 12 segundos. Já uma aliança com União Brasil e PP poderia expandir a exposição para mais de 6 minutos.

A dificuldade em consolidar essas alianças é atribuída ao cenário de polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisas de junho refletem essa dualidade: o Datafolha indica 41% das intenções de voto para Lula e 31% para Flávio Bolsonaro, enquanto os demais candidatos não superam 3%. Já o levantamento Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 39%. Nesse mesmo cenário, Ronaldo Caiado aparece com 3%, empatado com Renan Santos (Missão) e acima de nomes como Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB), ambos com 2%.

Essa dinâmica influencia a estratégia das siglas, que avaliam o retorno eleitoral para as candidaturas ao Congresso. Candidatos com intenções de voto próximas a 10% costumam atrair votos para a Câmara, enquanto aqueles com menos de 5% são vistos como investimentos menos rentáveis para as bancadas partidárias. Além do impacto financeiro, a polarização e a falta de alianças interferem na montagem dos palanques locais.

Notícias Relacionadas