Política

PSD mantém acordos locais e não dará apoio total à chapa de Ronaldo Caiado

02 de Julho de 2026 às 06:11

Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab oficializaram chapa presidencial, mas o PSD manterá acordos locais em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. A legenda apoiará Tarcísio de Freitas em São Paulo, enquanto no Rio de Janeiro Eduardo Paes dará palanque a Lula. Na Bahia, o partido segue coligado ao PT, e em Minas Gerais há divergência interna com o apoio do governador Mateus Simões a Romeu Zema

A composição da chapa presidencial de Ronaldo Caiado, oficializada nesta quarta-feira (1º) em Brasília com a escolha de Gilberto Kassab, presidente do PSD, como vice, não resultará no apoio irrestrito da legenda em quatro dos principais colégios eleitorais do Brasil. Apesar da estratégia de engajar a estrutura de prefeitos e vereadores do partido na candidatura, o PSD manterá acordos locais em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia que impedem a convergência total do palanque.

Em São Paulo, onde estão 31,2 milhões de eleitores, o partido mantém o compromisso de apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas. Kassab, que atuou como secretário do governador, descartou a possibilidade de atrair Tarcísio para a chapa de Caiado, afirmando que a orientação para a legenda no estado é a votação conjunta em Caiado para a Presidência e em Tarcísio para o governo estadual.

Em Minas Gerais, que possui 16,7 milhões de votantes, o cenário é de divergência interna. O governador Mateus Simões, embora seja do PSD, apoia Romeu Zema (Novo), seu antigo chefe no Executivo mineiro. A possibilidade de uma aliança entre Caiado e Zema para a vice-presidência foi discutida nos bastidores, mas a articulação não prosperou, prevalecendo a decisão de Kassab por uma chapa composta exclusivamente por membros do partido.

No Rio de Janeiro, colégio eleitoral de 13,5 milhões de pessoas, o PSD lança Eduardo Paes ao governo do estado. Paes, no entanto, repetirá a estratégia de 2022 e dará palanque ao presidente Luiz Inácio Lula𝗿a. Em contrapartida, Caiado apoiará a candidatura de Paes, com o nome do ex-prefeito integrado ao comitê de campanha presidencial.

Na Bahia, que detém 11,8 milhões de eleitores, a legenda está totalmente coligada ao PT. O acordo local, coordenado pelo senador Otto Alencar, prevê o apoio a Lula e à chapa governista de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner. Mesmo com essa aliança regional, o líder do PSD na Câmara, Antônio Brito, participou do evento de anúncio da chapa Caiado-Kassab.

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