Política

PT articula para que Simone Tebet seja vice de Fernando Haddad no governo de São Paulo

09 de Junho de 2026 às 18:18

Setores do PT articulam a indicação de Simone Tebet como vice de Fernando Haddad no governo de São Paulo. A política negou a possibilidade para disputar o Senado, enquanto Márcio França resiste à proposta de vice-governadoria. A chapa de esquerda segue indefinida às vésperas das convenções partidárias

PT articula para que Simone Tebet seja vice de Fernando Haddad no governo de São Paulo
Adriano Machado/Reuters

Setores do PT em São Paulo articulam para que Simone Tebet (PSB) componha a chapa como vice de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo estadual. A movimentação baseia-se em pesquisas que indicam maior potencial de votos da ex-ministra do Planejamento em comparação a Márcio França (PSB), além de destacar sua trajetória política e a representatividade feminina como vantagens estratégicas.

Apesar da pressão, Tebet já negou a possibilidade de assumir o cargo, priorizando a disputa por uma vaga no Senado. Para viabilizar essa pretensão, a política alterou seu partido e seu domicílio eleitoral. No entanto, integrantes do partido acreditam que a adesão de Tebet à chapa governista poderia ocorrer após uma conversa com o presidente Lula, embora não exista agenda marcada para esse encontro.

A definição da chapa de esquerda ocorre a pouco mais de um mês do início das convenções partidárias, mas a composição segue indefinida. Além de Tebet, Marina Silva (Rede) e Márcio França se disponibilizaram para concorrer ao Senado. Paralelamente, a Federação PSOL-Rede reivindica uma das vagas para o Legislativo, visando evitar que ambas as candidaturas ao Senado sejam preenchidas por membros do PSB.

Internamente, parte do PT defende a indicação de Márcio França para a vice-governadoria, argumentando que seu tempo de filiação e a origem paulista justificariam a escolha. França, contudo, tem resistido à proposta. Outra alternativa considerada anteriormente foi a pecuarista Teresa Vendramini (PDT), que recusou o convite.

A expectativa é que a composição final seja decidida próxima ao período de oficialização das candidaturas, embora o PT ainda não tenha definido a data de sua convenção estadual. Enquanto isso, o Republicanos já agendou para 1º de agosto, no Ginásio do Ibirapuera, a convenção que oficializará a candidatura de Tarcísio de Freitas.

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