PT busca novo nome para governo de Minas Gerais após negativa de Rodrigo Pacheco
O PT busca um novo candidato ao governo de Minas Gerais após a recusa do senador Rodrigo Pacheco. A legenda avalia nomes como Josué Alencar e Alexandre Kalil
O Partido dos Trabalhadores (PT) busca agora um novo nome para apoiar na disputa pelo governo de Minas Gerais, após a frustração na tentativa de viabilizar a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A movimentação foi confirmada nesta quarta-feira (20) por Edinho Silva, presidente nacional da legenda, que relatou ter recebido a negativa direta do parlamentar em reunião presencial.
A articulação para ter Pacheco como candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não avançou, apesar de o senador ter admitido conversas com a sigla e migrado do PSD para o PSB em abril. Embora aliados de Pacheco afirmem que ele ainda não se definiu e mantém diálogos com lideranças estaduais, Edinho Silva reiterou que a posição oficial do senador é a de não concorrer ao cargo.
Diante desse cenário, o PT prioriza conversas com aliados para construir uma candidatura. Entre as opções avaliadas estão o empresário Josué Alencar, filiado ao PSB, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro. A cúpula petista já teria discutido a possibilidade do nome de Josué Alencar com o presidente Lula.
Internamente, há divergências sobre a origem do candidato. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) defende que a legenda escolha um nome próprio para a disputa. A definição é considerada estratégica, dado que Minas Gerais detém o segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Enquanto o PT reorganiza sua estratégia, Rodrigo Pacheco não se manifestou publicamente sobre a manutenção ou retirada de sua pré-candidatura. Paralelamente, ganha força a possibilidade de o senador ser indicado para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), plano que teria sido mencionado em reuniões com Edinho Silva. As declarações do presidente do PT ocorreram durante a cerimônia de posse do ex-deputado federal Odair Cunha no referido tribunal.