Política

Romeu Zema critica relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro

20 de Junho de 2026 às 18:03

Romeu Zema criticou a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras. O pré-candidato à Presidência questionou nomeações técnicas do governo Lula ao STF e defendeu a meritocracia no serviço público

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, reiterou críticas à relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Cortadas do Firmino, publicada neste sábado (20). O posicionamento de Zema ocorre após a divulgação de áudios e mensagens nos quais Flávio solicita recursos a Vorcaro para a produção de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, encontra-se preso em São Paulo sob acusação de liderar um esquema de fraudes financeiras que, segundo a Polícia Federal, pode totalizar R$ 12 bilhões. Investigações da PF apuram se R$ 61 milhões, supostamente pagos por Vorcaro a Flávio Bolsonaro, teriam sido utilizados para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Embora tenha confirmado o pedido de dinheiro em vídeo nas redes sociais, o senador negou a existência de irregularidades e afirmou, em 15 de maio, que não possui motivos para se justificar.

Sobre seu posicionamento político, Zema definiu-se como representante da direita e como uma opção de terceira via. O pré-candidato relatou ter comunicado sua intenção de disputar a Presidência a Jair Bolsonaro em agosto de 2023, ocasião em que teria sido incentivado pelo ex-presidente a seguir com a candidatura. Zema interpretou o incentivo como um sinal de expansão do campo político, argumentando que a pluralidade de candidatos à direita não representa divisão, mas sim uma base que se unirá em um eventual segundo turno.

Em relação à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Zema criticou a falta de critérios técnicos nas nomeações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a opacidade administrativa em Brasília. O pré-candidato defendeu a aplicação da meritocracia no serviço público ao questionar as indicações presidenciais para a Corte. No terceiro mandato de Lula, as nomeações ao STF incluíram Cristiano Zanin, na vaga de Ricardo Lewandowski, e Flávio Dino, no lugar de Rosa Weber. A terceira indicação, do advogado-geral da União Jorge Messias, foi barrada no Senado.

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