Política

Romeu Zema define Tarcísio de Freitas como opção viável para a candidatura à Presidência

07 de Julho de 2026 às 18:05

Romeu Zema afirmou que Tarcísio de Freitas é um candidato viável à Presidência e defendeu a presença de múltiplos nomes de direita no primeiro turno. O ex-governador de Minas Gerais declarou doar seu salário desde 2019 e mencionou apoio de Jair Bolsonaro à sua candidatura

Romeu Zema define Tarcísio de Freitas como opção viável para a candidatura à Presidência
Ismael Soares/SVM

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência e ex-governador de Minas Gerais, classificou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como uma opção de candidatura viável e com baixa rejeição ao cargo máximo do Executivo. Durante evento do Women Invest, em São Paulo, Zema argumentou que a direita foi prejudicada ao manter o republicano em segundo plano, destacando a trajetória de Freitas como ministro e gestor estadual.

Sobre a composição do campo político, Zema defendeu que a existência de múltiplos nomes de direita no primeiro turno não fragmenta o setor, mas o fortalece. O ex-governador revelou ter recebido incentivo de Jair Bolsonaro para viabilizar sua própria candidatura e assegurou que, em um eventual segundo turno, os demais nomes do grupo apoiarão quem tiver avançado na disputa.

Zema citou sua atuação na eleição de 2022 como exemplo de cooperação, relatando que, após garantir a reeleição em Minas Gerais no primeiro turno, dedicou 21 dias à campanha de Bolsonaro. Na ocasião, o esforço resultou em um acréscimo de 600 mil votos para o ex-presidente no estado mineiro, culminando em um empate técnico com Lula, embora o resultado global não tenha sido suficiente para a vitória.

Questionado sobre o reajuste de 300% em seu próprio salário durante a gestão em Minas Gerais, Zema afirmou que doa a totalidade da remuneração desde janeiro de 2019. Ele justificou a medida como uma forma de dar transparência à folha de pagamentos e equiparar os vencimentos do governo estadual aos de outras unidades da federação, eliminando distorções onde secretários de Estado recebiam menos que gestores municipais de pequenas cidades.

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