Romeu Zema questiona a falta de experiência administrativa de Renan Santos na gestão pública
Romeu Zema criticou a falta de experiência administrativa de Renan Santos em entrevista ao canal "Derrubando Muros". Segundo a pesquisa Quaest de 10 de junho, Santos possui 3% e Zema 2% das intenções de voto para a Presidência
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), criticou a trajetória política de Renan Santos (Missão), questionando a falta de experiência do adversário na gestão pública. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (6) ao canal "Derrubando Muros", no YouTube, Zema afirmou que a ausência de um currículo de entregas administrativas faz com que Santos prometa resultados irreais e critique a atuação de outros políticos sem ter vivenciado a administração governamental.
Zema, de 61 anos, ingressou na política como governador de Minas Gerais, cargo do qual renunciou em abril deste ano para viabilizar sua candidatura em 2025. Sua trajetória no estado inclui a vitória sobre Antonio Anastasia (PSDB) no segundo turno, com mais de 70% dos votos, e uma reeleição ocorrida em primeiro turno em 2022.
Sobre a ascensão de Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Zema declarou tratar o cenário com naturalidade, ressaltando que o direito à candidatura é garantido pela democracia. O ex-governador argumentou que o destaque de Santos em certas sondagens se deve a pesquisas realizadas via internet, que divergem das amostras representativas da população brasileira.
Dados da pesquisa Quaest, divulgados em 10 de junho, indicam que a disputa presidencial permanece polarizada entre Lula (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 29%. No mesmo levantamento, com margem de erro de dois pontos percentuais, Renan Santos registrou 3% das intenções de voto, empatado com Ronaldo Caiado (PSD), enquanto Romeu Zema obteve 2%.
Renan Santos, de 42 anos, liderou o MBL desde a criação do grupo em novembro de 2014, tendo protagonizado manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Entre suas propostas centrais estão a instituição da pena de morte para enfrentar o crime organizado e a reforma do Judiciário para limitar a atuação do Supremo Tribunal Federal ao papel de Corte Constitucional.
Ambos os pré-candidatos buscam se posicionar como uma alternativa ao eixo formado por Lula e Flávio Bolsonaro. Contudo, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, desde a redemocratização, candidaturas que se propuseram como terceira via não conseguiram romper a divisão do eleitorado entre duas forças antagônicas.