Política

Sonia Guajajara torna-se a primeira brasileira indígena a copresidir grupo parlamentar do ParlAmericas

20 de Maio de 2026 às 15:27

Sonia Guajajara foi eleita copresidente do Grupo Parlamentar sobre os Direitos das Mulheres e Meninas Indígenas do ParlAmericas nesta terça-feira, em Ottawa. A deputada brasileira divide a gestão da rede diplomática com a senadora canadense Margo Greenwood

Sonia Guajajara torna-se a primeira brasileira indígena a copresidir grupo parlamentar do ParlAmericas
Divulgação

A deputada federal e ex-ministra Sonia Guajajara (PSOL) assumiu a copresidência do Grupo Parlamentar sobre os Direitos das Mulheres e Meninas Indígenas do ParlAmericas. A eleição ocorreu nesta terça-feira (19), em Ottawa, no Canadá, durante a reunião preparatória para a 22ª Assembleia Plenária da organização. Guajajara torna-se a primeira brasileira indígena a coordenar a rede diplomática interamericana, que integra os legislativos de 35 países das Américas e do Caribe.

A gestão será compartilhada com a senadora canadense Margo Greenwood, acadêmica de ascendência Cree com atuação em políticas públicas, educação, infância e saúde voltadas aos povos originários. O ParlAmericas utiliza a diplomacia parlamentar para fomentar grupos de trabalho focados em direitos humanos, igualdade de gênero, fortalecimento institucional e mudanças climáticas.

O evento, que reuniu parlamentares indígenas de nações como México, Panamá, Guatemala, Argentina, Colômbia e Equador, além de especialistas da Organização das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos, teve como eixo central a liderança parlamentar de mulheres indígenas nas Américas e a ampliação da representação e ação coletiva.

Durante sua fala, a deputada defendeu a ampliação da presença indígena nos centros de decisão política. Guajajara argumentou que a garantia de direitos via tratados internacionais e pela Constituição não tem sido suficiente para assegurar a proteção dos territórios, o respeito às culturas e o acesso efetivo aos serviços de saúde e educação.

Com informações de G1

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