Tarcísio de Freitas questiona a legitimidade das candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado
Tarcísio de Freitas questionou a legitimidade das candidaturas de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado por São Paulo devido à falta de trajetória política local. As citadas lideram as pesquisas de intenção de voto, superando os aliados do governador
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), questionou a legitimidade das candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ao Senado pelo estado, argumentando que ambas não possuem trajetória política local. As declarações foram divulgadas nas redes sociais de Guilherme Derrite (PP), candidato ao Senado e aliado do governador, após a realização de um evento no interior paulista.
Tarcísio defendeu a necessidade de representações que conheçam a realidade da gestão estadual, citando a experiência de Derrite na segurança pública como um diferencial para atender às demandas da população.
Atualmente, Tebet e Silva lideram as pesquisas de intenção de voto para as duas vagas ao Senado em São Paulo, superando os candidatos apoiados pelo governador, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Marina Silva, natural do Acre, ocupa a cadeira de deputada federal por São Paulo desde 2022. Já Simone Tebet, nascida em Mato Grosso do Sul, disputa um cargo no estado pela primeira vez.
Em resposta às críticas sobre a origem de sua candidatura, Marina Silva, que integra a chapa de Fernanda Haddad (PT), afirmou que possui um vínculo pessoal com São Paulo. A candidata relatou ter sido tratada no Hospital das Clínicas após enfrentar graves problemas de saúde, como malária e hepatite, destacando a capacidade de acolhimento e desenvolvimento do estado.
O histórico político do próprio governador Tarcísio de Freitas também é marcado por ausência de vínculos prévios com a política paulista. Natural do Rio de Janeiro, ele residia em Brasília e atuava como ministro da Infraestrutura quando foi indicado por Jair Bolsonaro (PL) para disputar o governo de São Paulo em 2022.
Para viabilizar a candidatura, Tarcísio transferiu seu domicílio eleitoral para São José dos Campos, no interior do estado. A mudança de residência foi alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público paulista na época, a fim de verificar a regularidade do processo perante a Justiça Eleitoral. Após vencer Fernando Haddad (PT) no segundo turno daquele pleito, Tarcísio agora enfrenta novamente o adversário nas urnas.