Política

Valdemar Costa Neto mantém Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à Presidência da República

25 de Maio de 2026 às 15:04

Valdemar Costa Neto confirmou Flávio Bolsonaro como pré-candidato do PL à Presidência da República e descartou a candidatura de Michelle Bolsonaro. O dirigente defendeu a captação de recursos privados para a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Valdemar também comentou a rejeição de Jorge Messias pelo STF

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ratificou a manutenção do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato do partido à Presidência da República. A confirmação ocorre após a divulgação de um áudio que detalha diálogos entre o parlamentar e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em declarações nesta segunda-feira (25), o dirigente partidário descartou a candidatura de Michelle Bolsonaro ao cargo executivo máximo do país e afirmou que a legenda seguirá com a indicação de Flávio Bolsonaro por ser a escolha de Jair Bolsonaro.

Sobre a interação entre o senador e o banqueiro, Valdemar relatou ter tomado conhecimento do episódio por meio da imprensa, sem avisos prévios de Flávio. Em reunião interna realizada após a repercussão do caso, o senador justificou que a conversa ocorreu devido à necessidade de captar recursos para a cinebiografia de seu pai. O presidente do PL argumentou que não vê irregularidade na origem do dinheiro para o filme "Dark Horse", ressaltando que a situação seria problemática caso a solicitação de verbas tivesse sido direcionada a instituições públicas, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. Valdemar demonstrou surpresa pelo fato de o senador ter buscado diálogo com Vorcaro mesmo diante de pendências financeiras do banqueiro.

No campo institucional, o presidente do PL comentou a rejeição de Jorge Messias, advogado-geral da União, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Valdemar projeta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insista na indicação de Messias, interpretando a movimentação como uma tentativa de enfrentar a presidência do Senado, ocupada por Davi Alcolumbre. Para o dirigente, a insistência no nome do AGU serviria para que o governo tente provar sua capacidade de eleger um ministro da Corte, embora tenha avaliado que o atual cenário da indicação prejudica a imagem do presidente Lula.

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