Política

Zema critica relação de Flávio Bolsonaro com banqueiro e defende rigor em investigações federais

24 de Junho de 2026 às 15:04

Romeu Zema criticou a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro e negou vínculos com a família do banqueiro. O pré-candidato à presidência defendeu a Operação Compliance Zero e detalhou sua estratégia de expansão nacional. Zema também comentou a sucessão em Minas Gerais e a situação interna do Partido Novo

Romeu Zema, pré-candidato à presidência e ex-governador de Minas Gerais, manteve sua postura crítica sobre as interações entre o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em declarações concedidas ao SBT News nesta quarta-feira (24), Zema afirmou ser coerente em sua posição e rejeitou validar a conduta de quem se relacionou com o banqueiro, a quem classificou como bandido.

Sobre a família Vorcaro, natural de Minas Gerais, Zema negou qualquer contato com Henrique Vorcaro, tanto em sua trajetória empresarial quanto durante a gestão do estado, apesar de terem residido na mesma cidade. O político contrastou essa ausência de vínculo com a situação em Brasília, onde afirmou que o banqueiro encontrou um ambiente favorável.

Quanto à Operação Compliance Zero, Zema manifestou apoio a investigações abrangentes e assegurou que, em um eventual mandato presidencial, determinaria a apuração rigorosa de todos os fatos, sem concessões. O pré-candidato relacionou a necessidade de rigor à insatisfação da população com a disparidade entre a riqueza de políticos em Brasília e a pobreza do país.

No campo eleitoral, Zema informou que sua estratégia atual foca na expansão de sua visibilidade nacional, com viagens ao Sul e Nordeste e investimentos em redes sociais, visando superar o desconhecimento de sua imagem em diversas regiões, cenário que também enfrentou em 2018.

Em relação ao cenário político mineiro, o ex-governador avaliou que a polarização nacional foi superada no estado e afirmou que o PT não possui condições de lançar candidatura ao governo em 2026, repetindo a ausência do partido no pleito de 2022. Para a sucessão estadual, Zema indicou apoio a Mateus Simões.

Sobre a dinâmica interna do Partido Novo, Zema admitiu a existência de divergências opiniativas, mas minimizou o impacto desses atritos. Ele ressaltou o crescimento da legenda em Minas Gerais nas eleições municipais e mencionou alianças do partido com o PL em estados do Sul, o apoio a Tarcísio de Freitas em São Paulo e a parceria com o PSD em território mineiro.

Por fim, Zema reiterou as críticas aos envolvidos com o Banco Master e afirmou não temer repercussões jurídicas. Confirmou ter apresentado defesa após intimação do ministro Gilmar Mendes e declarou que, caso venha a ser preso, a punição recairia sobre alguém que trabalhou e pagou impostos, em oposição a quem firmou contratos com o banqueiro.

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