Anvisa proíbe a comercialização de lotes de dois medicamentos por falsificação e furto de carga
A Anvisa proibiu a comercialização e o uso do lote 22030133 do medicamento Criscy, por falsificação, e do lote 4A010AA27 do Kimmtrak, devido a furto de carga. A medida, publicada no Diário Oficial da União, determina o recolhimento imediato dos produtos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/e/A/bDuzHHTDWRPYW7Y0Wo3Q/somatropina.png)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de lotes específicos de dois medicamentos, conforme publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (15). A determinação de recolhimento imediato ocorre devido à falta de garantias sobre a segurança, a origem e as condições de armazenamento dos produtos.
No caso do hormônio do crescimento Criscy (somatropina), fabricado pela Cristália, a medida atinge o lote 22030133. A fabricante detectou no mercado unidades com divergências em relação ao produto original, incluindo números de lote inexistentes e datas de validade e fabricação incompatíveis com os registros da empresa, o que confirmou a falsificação do medicamento, utilizado no tratamento de deficiências hormonais.
Simultaneamente, a Anvisa vetou a importação, a venda e o uso do lote 4A010AA27 do Kimmtrak, indicado para o tratamento de melanoma uveal metastático, um câncer ocular raro com potencial de espalhamento pelo organismo. A Medison Pharma Brasil, detentora do registro do fármaco no país, informou que as unidades desse lote foram desviadas após um furto de carga ocorrido na Europa, resultando na perda da rastreabilidade e do controle logístico.
A vigilância sanitária orienta que hospitais, clínicas, distribuidores e pacientes verifiquem a numeração dos lotes antes de qualquer aplicação. Caso identifiquem as unidades dos lotes 22030133 (Criscy) ou 4A010AA27 (Kimmtrak), a recomendação é interromper o uso e notificar a Anvisa ou a vigilância sanitária local. Para evitar a exposição a produtos falsificados ou desviados, a agência reforça a necessidade de adquirir medicamentos exclusivamente por canais autorizados e com procedência comprovada.