Saúde

Anvisa proíbe a comercialização de produtos à base de cannabis das marcas Biocase e Allandiol

12 de Maio de 2026 às 18:35

A Anvisa proibiu a venda, distribuição e divulgação dos produtos de cannabis Allandiol Full Spectrum 300 mg e Allandiol Forte Black 1:1, do Instituto Alma Viva Ltda. A decisão, publicada em 11 de maio de 2026, ocorreu devido à falta de registro sanitário e de Autorização de Funcionamento

Anvisa proíbe a comercialização de produtos à base de cannabis das marcas Biocase e Allandiol
Imagem ilustrativa mostra frasco conta-gotas, folha de cannabis e recipientes associados a produtos derivados da planta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, uso e divulgação de produtos à base de cannabis das marcas Biocase e Allandiol. A determinação, publicada no Diário Oficial da União em 11 de maio de 2026, atinge especificamente os itens Allandiol Full Spectrum 300 mg e Allandiol Forte Black 1:1, fabricados pelo Instituto Alma Viva Ltda.

A medida regulatória foi motivada pela constatação de que os medicamentos não possuíam registro sanitário nem a Autorização de Funcionamento (AFE), documento indispensável para a fabricação e venda de produtos com finalidade medicinal. Devido à ausência dessas aprovações técnicas, a agência suspendeu toda a cadeia de circulação dos itens, incluindo a propaganda.

A fiscalização da Anvisa identificou que a divulgação de supostos benefícios terapêuticos ocorria no site da empresa e em seu perfil no Instagram, sem que tais efeitos tivessem reconhecimento sanitário. A interrupção da circulação desses produtos visa garantir que o consumidor não utilize substâncias que não passaram pela avaliação técnica obrigatória.

Em resposta à decisão, o Instituto Alma Viva informou que recebeu a medida com surpresa, alegando que houve uma confusão entre empresas diferentes do mesmo grupo empresarial. A instituição se definiu como um centro de assistência em saúde mental, ensino e pesquisa, afirmando que não comercializa medicamentos.

O episódio evidencia o rigor da regulação sobre derivados de cannabis no Brasil, onde a oferta de itens terapêuticos exige a comprovação de regularidade sanitária. A ação também sinaliza a intensificação do monitoramento de canais digitais e redes sociais para coibir a oferta de produtos sem autorização oficial.

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