Saúde

Anvisa registra primeiro genérico brasileiro do Ozempic com preço estimado 30% menor

26 de Maio de 2026 às 12:11

A Anvisa registrou o Ozivy, primeiro genérico brasileiro do Ozempic, com previsão de chegada às farmácias em 30 dias e custo 30% menor. Fabricado pela EMS, o medicamento será inicialmente indicado para diabetes. O Ministério da Saúde definirá o preço máximo do produto em até três semanas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nesta terça-feira (26), o Ozivy, primeiro medicamento genérico brasileiro com o mesmo princípio ativo do Ozempic. O lançamento ocorre após o encerramento da patente internacional da farmacêutica Novo Nordisk, ocorrido em março deste ano. A previsão é que a caneta chegue às farmácias em até 30 dias, com um custo estimado 30% menor que o do produto de referência.

A substância utilizada no Ozivy é a mesma encontrada no Ozempic e no Wegovy, fármacos indicados para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. No entanto, a EMS, fabricante do genérico, informou que a divulgação inicial do produto será restrita ao tratamento de diabetes, conforme as indicações atuais de bula. A empresa já solicitou à Anvisa a ampliação dessas indicações.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o preço máximo da caneta nacional será definido em um prazo de duas a três semanas. Para o ministro, a entrada de mais empresas no setor ampliará a concorrência e favorecerá a redução de preços, facilitando o acesso da população e viabilizando a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A inclusão dessa tecnologia no SUS, segundo Padilha, deve reduzir a demanda por cirurgias bariátricas e permitir que milhões de pessoas tenham acesso ao tratamento, desde que seja feito sob rigoroso controle e protocolos específicos. O ministro ressaltou que o domínio dessa plataforma tecnológica no Brasil é estratégico, pois pode ser expandida para o tratamento de outras doenças autoimunes e crônicas.

O governo federal enfatiza que o uso do medicamento deve ser acompanhado por assistência médica, dieta adequada e prática regular de exercícios físicos, combatendo a percepção de que a caneta seria uma solução isolada para a obesidade. Padilha também mencionou a necessidade de fiscalização do setor, citando apreensões recentes da Polícia Federal de produtos contendo insulina e placebo.

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