Saúde

Consumo de tadalafila no Brasil cresce mais de 2.000% em dez anos

07 de Julho de 2026 às 06:08

O consumo de tadalafila no Brasil cresceu mais de 2.000% entre 2015 e a projeção para 2025, saltando de 3 milhões para quase 75 milhões de caixas. A Anvisa e o Ministério da Saúde alertam sobre os riscos do uso indiscriminado do fármaco, especialmente como estimulante de pré-treino

Consumo de tadalafila no Brasil cresce mais de 2.000% em dez anos
Reprodução/TV Globo

O consumo de tadalafila no Brasil registrou um crescimento superior a 2.000% em um intervalo de dez anos. O volume de vendas saltou de aproximadamente 3 milhões de caixas em 2015 para quase 75 milhões na projeção para 2025, impulsionado por divulgações de influenciadores, usuários e profissionais de saúde em redes sociais.

A substância atua como um vasodilatador, promovendo a dilatação dos vasos e a melhora do fluxo sanguíneo em regiões específicas do corpo. Clinicamente, o medicamento é indicado para o tratamento de disfunção erétil, sintomas urinários decorrentes do aumento da próstata e casos de hipertensão arterial pulmonar.

Apesar das indicações médicas, o fármaco tornou-se popular entre homens jovens e saudáveis com o objetivo de potencializar o desempenho sexual. Recentemente, a substância também passou a ser utilizada por frequentadores de academias na tentativa de ganhar massa muscular. No entanto, não existem evidências científicas que comprovem benefícios para pessoas saudáveis em qualquer um desses dois cenários, e a substância não é capaz de criar ereções automáticas ou aumentar o desejo sexual.

Devido a esse cenário, a Anvisa e o Ministério da Saúde emitiram alertas sobre os perigos da utilização da tadalafila como estimulante de pré-treino. A prática gera preocupação médica, pois pode desencadear dependência psicológica, levando o usuário a acreditar que o sexo satisfatório depende exclusivamente do uso do remédio, embora não haja dependência química.

O uso indiscriminado apresenta riscos à saúde, com efeitos adversos comuns que incluem congestão nasal, vermelhidão facial, dores musculares, cefaleia e desconfortos gastrointestinais, como azia e queimação estomacal. Em casos raros, as reações podem ser mais graves, especialmente se a tadalafila for combinada com anabolizantes, álcool, energéticos ou drogas recreativas. Por esses motivos, a automedicação é contraindicada, sendo o uso adequado apenas sob prescrição médica individualizada.

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