Empresário Bryan Johnson revela diagnóstico de gastrite autoimune para alertar seguidores sobre a doença
O empresário Bryan Johnson, de 47 anos, diagnosticou gastrite autoimune após a realização de endoscopia e biópsias. A condição foi identificada após um histórico de ferritina baixa e processos autoimunes na tireoide e no estômago
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O empresário de tecnologia Bryan Johnson, de 47 anos, diagnosticou recentemente um quadro de gastrite autoimune. A condição, que afeta entre 2% e 5% da população, costuma passar despercebida, o que levou Johnson a compartilhar a descoberta com seus seguidores para alertar sobre a patologia.
O diagnóstico foi confirmado após a realização de uma endoscopia bidirecional com múltiplas biópsias. O empresário ressaltou que a avaliação visual isolada não teria sido suficiente para identificar a doença em seu estágio inicial. Anteriormente, Johnson conviveu por mais de dez anos com níveis baixos de ferritina, porém sem anemia, o que mascarou o problema em exames convencionais de hematócrito e hemoglobina.
O histórico de saúde de Johnson inclui depressão crônica e um processo autoimune que atingiu a tireoide e o revestimento estomacal. Ele associa esses quadros a um período de intenso estresse vivido durante a conciliação entre a criação de três filhos e a gestão de seus negócios, além de hábitos alimentares inadequados na infância e início da vida adulta, fatores que resultaram em um ganho de peso de 18 quilos.
Fundador da plataforma de pagamentos Braintree — vendida ao PayPal por US$ 800 milhões em 2013 — e da Kernel, empresa de interfaces cérebro-máquina, Johnson possui um patrimônio estimado em US$ 400 milhões. Ele ganhou notoriedade global ao transformar o próprio corpo em um experimento de longevidade chamado protocolo Blueprint, com o objetivo de reverter sua idade biológica para a de um jovem de 18 anos.
O método Blueprint consiste em um regime rigoroso que inclui acordar às 4h30, dormir às 20h30, realizar exercícios diários e sessões de sauna. A dieta é vegana, limitada a 2.250 calorias diárias, com a última refeição consumida ainda no período da manhã. O protocolo envolve ainda a ingestão de 54 comprimidos diários, uso de luz infravermelha no rosto, regulação do relógio biológico e medições constantes de peso e índice de massa corporal em uma clínica particular em sua residência.
Johnson também testou procedimentos como transfusões de plasma do sangue do filho, uso de ondas de choque corporais, boné com luz vermelha para o crescimento capilar e o uso de um anel peniano durante o sono, além de evitar doces, gorduras e álcool.
Apesar da divulgação do documentário "Don't Die", no qual o empresário afirma ter reduzido sua idade biológica em 5,1 anos, a eficácia do método é contestada. Dados citados pelo jornal The New York Times indicam que, entre 2022 e 2024, o envelhecimento de Johnson teria sido equivalente a 10 anos. O próprio empresário admitiu que uma das substâncias testadas acelerou seu envelhecimento.
A comunidade médica questiona a rigidez da dieta e a quantidade de suplementos utilizados. Oliver Zolman, ex-médico de Johnson, deixou a Blueprint por preocupações com os efeitos dos produtos da marca. Documentos internos revelam que uma pesquisa com 1.700 pessoas apontou reações adversas em mais de 60% dos casos, incluindo quadros de pré-diabetes. Profissionais da saúde alertam que a ingestão simultânea de múltiplos suplementos pode causar danos e que dietas excessivamente restritivas são difíceis de manter, comprometendo os benefícios esperados.