Itália e Espanha confirmam resultados negativos para hantavírus em dezessete pessoas monitoradas
Itália e Espanha confirmaram testes negativos para hantavírus em 17 pessoas monitoradas após surto em cruzeiro polar. A OMS contabiliza nove casos confirmados e três óbitos, com infecções vinculadas ao período da viagem. A França aguarda resultados de exames de 22 indivíduos
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Os ministérios da Saúde da Itália e da Espanha confirmaram, nesta quarta-feira (13), que dezessete pessoas monitoradas por suspeita de infecção por hantavírus testaram negativo. Na Espanha, os resultados negativos referem-se a 13 cidadãos que estavam em quarentena em um hospital militar de Madri. Um paciente espanhol que já havia testado positivo apresentou dificuldades respiratórias durante a noite, mas segue com quadro estável. Na Itália, os testes descartaram a infecção em um turista argentino com pneumonia, em um homem da Calábria em isolamento voluntário e em um turista britânico em Milão, além de seu acompanhante. Dois desses indivíduos haviam tido contato com uma holandesa que faleceu devido ao vírus. O governo italiano classificou o risco de disseminação no país e na Europa como muito baixo.
O surto teve origem em um cruzeiro de luxo em expedição polar partindo da Argentina. Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza nove casos confirmados e duas suspeitas: um óbito ocorrido antes da testagem e um caso na ilha de Tristan da Cunha, no Atlântico Sul, onde a ausência de testes impediu a confirmação. Todas as infecções registradas estão vinculadas ao período da viagem ou ocorreram antes do embarque. O balanço de vítimas fatais soma três pessoas, sendo um cidadão alemão e um casal holandês.
A OMS alertou que novos casos podem surgir, embora tenha enfatizado que a situação não configura uma pandemia e não possui a mesma característica da Covid-19. O hantavírus é transmitido majoritariamente por roedores, sendo a transmissão entre humanos rara e dependente de contato próximo. Devido ao período de incubação, que pode chegar a seis semanas, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças orientou a quarentena de todos os passageiros assintomáticos do navio até os dias 21 ou 22 de junho, a depender da data de desembarque.
A resposta coordenada entre as nações europeias envolveu a reunião de ministros da Saúde nesta quarta-feira para a troca de informações. A ministra da Saúde da França, Stéphanie Rist, informou que aguarda os resultados de exames de 22 pessoas que tiveram contato com infectados. Arnaud Fontanet, chefe do departamento de Epidemiologia de Doenças Emergentes do Instituto Pasteur, explicou que a busca por novos casos pode se estender por meses em razão do tempo de incubação, mas projeta que o total de novos infectados deve se limitar a algumas dezenas, já que o vírus não é transmitido com facilidade entre pessoas.