Saúde

Libbs retira do mercado brasileiro o medicamento Emgality indicado para o tratamento de enxaquecas

14 de Maio de 2026 às 15:24

A Libbs informou à Anvisa que interromperá a venda do medicamento Emgality, nas versões de 100 mg/mL e 120 mg/mL, no Brasil. O fármaco, indicado para prevenção de enxaquecas e tratamento de cefaleia em salvas, seguirá disponível até o fim dos estoques

Libbs retira do mercado brasileiro o medicamento Emgality indicado para o tratamento de enxaquecas
Reprodução/Libbs

A farmacêutica Libbs, responsável pela comercialização do Emgality no Brasil em parceria com a Eli Lilly, informou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 4 de maio que o medicamento deixará de ser vendido no país. A decisão abrange as apresentações de 100 mg/mL e 120 mg/mL e foi justificada pela companhia como uma atualização de seu portfólio, sem que fossem detalhados outros motivos.

O fármaco, composto pelo princípio ativo galcanezumabe, é um anticorpo monoclonal indicado para a prevenção de crises de enxaqueca em pacientes com quadros crônicos ou frequentes, além de ser utilizado no tratamento da cefaleia em salvas. Esta última é reconhecida como uma das dores de cabeça mais intensas da medicina, manifestando-se em episódios repetidos durante semanas ou meses. Já a enxaqueca é classificada como uma condição neurológica que pode provocar náuseas, vômitos e sensibilidade sonora e visual, sendo considerada crônica quando as crises ocorrem em 15 dias ou mais por mês.

O Emgality integra uma classe recente de terapias preventivas que atuam no bloqueio do CGRP, proteína ligada aos mecanismos de dor dessas patologias.

A Libbs orienta que os pacientes em tratamento busquem a assistência de seus médicos para a definição de alternativas terapêuticas. O medicamento permanecerá disponível nas farmácias até o esgotamento dos estoques já distribuídos, podendo ser utilizado normalmente dentro do prazo de validade impresso nas embalagens. Para esclarecimentos adicionais, a empresa disponibiliza seus canais oficiais de atendimento.

Com informações de G1

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