Saúde

Mofo em móveis de MDF compromete a qualidade do ar e a saúde respiratória no Brasil

15 de Maio de 2026 às 09:07

A proliferação de mofo em móveis de MDF em diversos estados brasileiros compromete a qualidade do ar e a saúde respiratória. O problema ocorre por alta umidade, ventilação insuficiente e uso de materiais sensíveis à água. A Arauco recomenda a manutenção em locais iluminados e ventilados para mitigar a contaminação

Mofo em móveis de MDF compromete a qualidade do ar e a saúde respiratória no Brasil
Umidade e pouca ventilação favorecem mofo em móveis de MDF, provocam manchas

A proliferação de mofo em móveis de MDF, armários planejados e cozinhas tem gerado alerta em diversos estados brasileiros. O problema decorre de uma combinação de fatores que inclui alta umidade, ventilação insuficiente, falta de luz natural e a utilização de materiais sensíveis à água. De acordo com a Fiocruz, a contaminação em ambientes internos compromete a qualidade do ar e a integridade dos espaços, impactando diretamente a saúde respiratória.

A exposição a esses fungos pode agravar quadros de asma, alergias e doenças pulmonares crônicas. O Ministério da Saúde reforça que a umidade excessiva ou mofos surgidos após enchentes elevam o risco de infecções nas vias aéreas, especialmente em indivíduos vulneráveis. O odor característico de bolor serve como um indicador precoce de atividade fúngica, sinalizando que a umidade está persistente e requer controle imediato.

A vulnerabilidade é maior em locais que acumulam umidade e possuem baixa troca de ar, como fundos de guarda-roupas, closets, nichos fechados e cozinhas planejadas. Nestes últimos, a exposição constante ao vapor, respingos de pias e variações de temperatura acelera o processo. No caso de móveis embutidos, a instalação sem o afastamento adequado da parede impede a circulação do ar, permitindo que o mofo avance pela parte traseira sem a percepção do morador. Quando há infiltrações ou condensação nas paredes, o móvel atua como uma barreira que impede a secagem da superfície, criando um microambiente ideal para o bolor.

O MDF é amplamente utilizado no setor moveleiro devido ao custo reduzido e ao acabamento preciso, porém exige proteção rigorosa contra a água. A absorção de umidade por esse material provoca estufamento, deformações, manchas e a perda de aderência do revestimento. Em estágios avançados, a estrutura pode esfarelar, perder a resistência, travar gavetas ou empenar portas.

Fatores ambientais potencializam a situação, como a tendência de manter janelas e portas fechadas durante períodos de chuva para evitar o frio ou a entrada de água, o que reduz a ventilação no momento de maior umidade externa. Apartamentos pequenos, imóveis térreos, regiões litorâneas, quartos com pouca luz solar e cômodos onde roupas são secadas internamente são áreas de maior risco.

Para mitigar o problema, a Arauco orienta a manutenção de móveis de MDF em locais ventilados e iluminados, sugerindo o uso de desumidificadores ou produtos absorventes em espaços fechados. A prevenção envolve a abertura de janelas em horários secos e a evitação de móveis colados a paredes externas. É fundamental monitorar sinais de infiltração, como rodapés estufados e manchas nas paredes, pois a recorrência do mofo após a limpeza geralmente indica problemas estruturais, como vazamentos ocultos ou condensação.

Quanto à higienização, a recomendação técnica é evitar o uso excessivo de água em móveis de MDF, pois o encharcamento remove apenas o bolor superficial e favorece o crescimento de novos fungos ao aumentar a umidade do painel. A limpeza deve ser feita com pano macio levemente umedecido, seguida de secagem completa da área.

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