Musculação reduz em 13% a probabilidade de morte precoce, indica estudo do British Journal
Estudo do British Journal of Sports Medicine com 147.374 adultos indica que a musculação semanal de 90 a 120 minutos reduz a mortalidade geral em 13% e por doenças neurológicas em 27%. A combinação de treinos de força e aeróbicos apresenta os menores riscos à saúde
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A prática regular de musculação, com duração entre 90 minutos e duas horas semanais, reduz a probabilidade de morte precoce por qualquer causa em 13%. A conclusão é de um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, que analisou dados de 147.374 homens e mulheres com mais de 30 anos, provenientes de três pesquisas de longa duração.
O treino de força demonstrou ser especialmente eficaz na prevenção de óbitos por doenças neurológicas, como a demência, apresentando uma redução de risco de 27%. Além disso, a atividade contribui para a diminuição da mortalidade relacionada a derrames e doenças cardíacas.
Embora os benefícios dos exercícios aeróbicos — a exemplo de natação, ciclismo e corrida — sejam amplamente reconhecidos pelo sistema de saúde britânico (NHS) para a prevenção de diabetes tipo 2, estresse e problemas cardiovasculares, a nova análise evidencia a importância complementar da musculação. Os menores riscos à saúde foram registrados em indivíduos que combinam níveis elevados de ambos os tipos de exercício.
A pesquisa indica, porém, que existe um limite para esses ganhos: a prática de musculação superior a duas horas por semana não resultou em benefícios adicionais significativos.
No cotidiano, a musculação reflete melhorias imediatas na função cognitiva, memória e concentração, além de combater a lentidão metabólica, o ganho de peso e dores nas articulações. A longo prazo, a manutenção da massa muscular e a saúde óssea são fundamentais para a preservação da independência física e da saúde mental na velhice.