Saúde

Sociedade Americana do Câncer atualiza diretrizes de rastreamento para o câncer colorretal com novos exames

08 de Junho de 2026 às 12:10

A Sociedade Americana do Câncer atualizou as diretrizes de rastreamento do câncer colorretal em maio de 2026, incluindo testes de sangue e de fezes. A colonoscopia segue como método preferencial e obrigatório para casos sintomáticos, histórico familiar ou resultados anormais em outros exames. O monitoramento para risco médio deve ocorrer entre os 45 e 75 anos

Sociedade Americana do Câncer atualiza diretrizes de rastreamento para o câncer colorretal com novos exames
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A Sociedade Americana do Câncer atualizou, em maio de 2026, as diretrizes de rastreamento para o câncer colorretal, integrando novos exames que acompanham os avanços científicos e visam ampliar o acesso ao diagnóstico precoce. A medida ocorre em um cenário de aumento da incidência da doença em adultos com menos de 50 anos, fator que já havia levado a organização a reduzir, em 2018, a idade inicial para o rastreio de risco médio de 50 para 45 anos.

As novas orientações introduzem duas modalidades complementares de detecção. A primeira consiste em um teste caseiro, realizado a cada três anos, que analisa amostras de fezes em busca de marcadores moleculares e sangue oculto. A segunda opção é um exame de sangue feito em consultório, indicado especificamente para pacientes que recusam a colonoscopia ou os testes fecais. No entanto, a sensibilidade dos exames de sangue é inferior às demais opções de prevenção.

Apesar das novidades, a colonoscopia permanece como o método de rastreamento preferencial e a única recomendação para indivíduos com sinais e sintomas da doença, histórico familiar ou síndromes genéticas e hereditárias. Para a população de risco médio, a recomendação é que o monitoramento comece aos 45 anos e se estenda até os 75 anos, podendo ultrapassar essa idade sob indicação médica. Vale ressaltar que, caso qualquer teste de sangue ou de fezes apresente resultado anormal ou positivo, a colonoscopia torna-se obrigatória para a confirmação diagnóstica.

O rastreamento precoce é fundamental, pois a doença frequentemente não apresenta sintomas iniciais. Quando ocorrem, os sinais de alerta incluem dor, perda de peso inexplicável superior a 4,5 kg, alterações nos hábitos intestinais ou presença de sangue nas fezes. Diante desses sintomas, a busca por auxílio médico e a realização de colonoscopia são recomendadas independentemente da idade do paciente.

Além do monitoramento clínico, a redução do risco de câncer colorretal está ligada a hábitos de vida saudáveis. A prática de ao menos 30 minutos diários de atividade física, a manutenção de uma dieta rica em vegetais e frutas e a diminuição da ingestão de alimentos processados são medidas preventivas essenciais. O controle do consumo de álcool, somado à abstenção do tabagismo e do uso de cigarros eletrônicos, também contribui para a diminuição das chances de desenvolver este e outros tipos de câncer.

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