Saúde

SUS disponibiliza vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana

01 de Julho de 2026 às 06:24

O SUS disponibiliza desde novembro de 2025 a vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana. O imunizante visa proteger recém-nascidos contra infecções respiratórias, como a bronquiolite, nos primeiros seis meses de vida

SUS disponibiliza vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana
Arte/g1

A vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) foi integrada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e está disponível no SUS desde novembro de 2025, após aprovação da Anvisa em 2023 e passagem inicial pela rede particular. O imunizante é indicado para mulheres a partir da 28ª semana de gestação, visando proteger os recém-nascidos contra infecções respiratórias, com destaque para a bronquiolite.

A estratégia baseia-se na imunização passiva, na qual a mãe produz anticorpos que são transferidos ao bebê via placenta. Essa proteção é crucial nos primeiros seis meses de vida, período em que ocorre a maioria das internações por bronquiolite. A relevância da medida é evidenciada por dados do Ministério da Saúde de 2025, que registram mais de 35 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até dois anos, representando 82% do total. Desse montante, quase 24 mil casos ocorreram em bebês com até seis meses, grupo vulnerável devido à fragilidade orgânica e ao primeiro contato com o vírus.

Além do VSR, o calendário vacinal para gestantes inclui a dTpa (tríplice bacteriana acelular), administrada a partir da 20ª semana em cada gestação para prevenir difteria, tétano e coqueluche. Esta última pode causar insuficiência respiratória no bebê. Por estar implementada desde 2014, a dTpa apresenta a maior cobertura do grupo, atingindo 85,4% em 2025.

A proteção contra doenças respiratórias também abrange a vacina contra a Covid-19, incorporada ao calendário da gestante em janeiro de 2025, e a vacina contra a Influenza. Ambos os imunizantes podem ser aplicados em qualquer etapa da gravidez e protegem tanto a mulher quanto o bebê. No caso da Covid-19, a cobertura vacinal saltou de 6,5% em 2024 para quase 55% no ano seguinte.

A imunização é fundamental porque gestantes apresentam menor resposta imunológica, tornando-se mais suscetíveis ao agravamento de quadros respiratórios. Dados do Observatório Obstétrico Brasileiro (OOBr) demonstram que a vacinação contra a Covid-19 reduziu a mortalidade de gestantes em 80% e diminuiu em 46% o risco de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

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