Tecnologia

Algoritmo do MIT permite que smartphones rastreiem objetos atrás de paredes usando tecnologia LiDAR

24 de Maio de 2026 às 06:09

Pesquisadores do MIT desenvolveram um algoritmo que utiliza a tecnologia LiDAR de smartphones para rastrear objetos atrás de paredes. O sistema processa reflexos de luz em superfícies para reconstruir formas e monitorar movimentos em tempo real. A técnica foi testada com sensores de baixo custo em manequins e objetos de papelão

Algoritmo do MIT permite que smartphones rastreiem objetos atrás de paredes usando tecnologia LiDAR
MIT testa LiDAR barato capaz de rastrear objetos ocultos, abrindo caminho para nova função em smartphones premium.

Um novo algoritmo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) permite que smartphones rastreiem objetos ocultos atrás de paredes, utilizando a tecnologia LiDAR. A inovação, detalhada na revista Nature, possibilita a captura de imagens sem linha de visão direta, transformando sensores de baixo custo em ferramentas capazes de enxergar além de barreiras físicas.

O funcionamento do LiDAR convencional baseia-se na emissão de pulsos de luz e na medição do tempo de retorno dos sinais para mapear ambientes em três dimensões, recurso utilizado em modelos premium para aprimorar a profundidade e a realidade aumentada. No entanto, esse método tradicional é limitado ao que está visível para o sensor. A solução do MIT altera essa dinâmica ao processar reflexos fracos de luz que ricocheteiam em pisos e paredes, integrando esses sinais em múltiplos quadros.

Ao movimentar o aparelho ou o objeto, o sistema combina dados de diferentes ângulos para estimar o deslocamento e a forma do item escondido. Durante os testes, a equipe utilizou um sensor LiDAR padrão de nível consumidor, com valor inferior a US$ 100, apontando-o para superfícies próximas a divisórias e paredes.

A eficácia do algoritmo foi comprovada no rastreamento em tempo real de um manequim em movimento, além da reconstrução tridimensional de letras e recortes de papelão. Em outra etapa experimental, o sistema monitorou a 30 quadros por segundo múltiplos objetos, incluindo as mãos de uma pessoa. Para otimizar a precisão e isolar o sinal das mãos em relação ao tronco, foram utilizadas luvas retrorrefletivas.

Atualmente, a tecnologia apresenta a limitação de funcionar melhor quando o software já possui ou consegue aproximar a forma básica do objeto, o que facilita a reconstrução a partir de sinais sutis. O objetivo agora é expandir a metodologia para que ela identifique formas desconhecidas ou mutáveis.

Caso essa evolução seja concretizada, a capacidade de imagem sem linha de visão (NLOS) poderá ser integrada a dispositivos vestíveis, robôs e produtos de consumo. O avanço elimina a necessidade de equipamentos laboratoriais volumosos e caros, permitindo que o processamento de reflexos anteriormente descartados se torne informação visual útil em dispositivos móveis.

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