Tecnologia

Amazon sofre ataque de drones em centrais de dados no Oriente Médio, causando falhas na rede

10 de Março de 2026 às 18:09

Centrais de dados da Amazon foram atacadas por drones no Emirados Árabes Unidos, causando incêndio e falhas em sistemas. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica atribuiu a operação à Iran. A migração do poder tecnológico para o Oriente Médio está mudando a paisagem global

Amazon sofre ataque de drones em centrais de dados no Oriente Médio, causando falhas na rede
Reuters / AWS File Photo

Centrais de dados da Amazon são atacadas por drones no Oriente Médio

O conflito entre Israel e Irã abriu uma nova frente na guerra tecnológica global, com ataques a infraestruturas críticas como centrais de dados. No domingo passado, um drone Shahid-136 caiu em um centro de dados da Amazon Web Services nos Emirados Árabes Unidos, causando incêndio e forçando o corte de energia no complexo.

Os esforços para combater as chamas apenas agravaram a situação, pois os equipamentos de combate ao fogo danificaram vários equipamentos com água. Pouco depois, outra instalação sofreu um ataque semelhante e a situação piorou quando outro drone suicida atingiu uma instalação em Baréin.

Os sistemas da Amazon começaram a apresentar falhas com frequência, afetando não apenas usuários locais e de regiões vizinhas, mas também empresas e serviços na África que dependiam desses centros de dados. A televisão estatal iraniana atribuiu a operação ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

Essas infraestruturas são cruciais para o funcionamento da inteligência artificial, outro ativo protagonista no conflito no Golfo. Isso ficou evidente após o confronto entre o Pentágono e a Anthropic, quando a grande concorrente da OpenAI se recusou a permitir o uso ilimitado de sua tecnologia para fins militares.

A falha dos centros de dados da Amazon não é inédita. Já vimos como uma atualização rotineira com um pequeno erro de código pode causar um efeito dominó que deixe grande parte da internet fora do ar.

O que realmente chama a atenção, além de pensar em estratégias para blindar fisicamente esses edifícios, é que esses ataques estão ocorrendo em uma região que se tornou um polo para gigantes da Silicon Valley. A migração do poder tecnológico para o Oriente Médio está mudando a paisagem global.

A viagem de Donald Trump ao Golfo no ano passado foi um exercício diplomático e político, abrindo caminho para que as multinacionais americanas desembarcassem sem restrições. A parceria vinha com uma condição inegociável: o estabelecimento de uma "muralha digital" em frente à China.

Os Acordos de Abraham, assinados em 2020, evoluíram de um acordo diplomático para um blindamento tecnológico. O fluxo de petrodólares garantia que o músculo da IA global fosse construído sobre pilares ocidentais.

A magnitude desses acordos reflete uma ambição sem precedentes. A Google Cloud fechou acordos com atores locais nos últimos meses, com o objetivo de obter financiamento e acesso a fontes de energia baratas para continuar com o treinamento de sua inteligência artificial.

A migração do poder tecnológico para o Oriente Médio está mudando a paisagem global. O que começou como uma série de acordos isolados se transformou em um despliegue massivo de capital, liderado pela Humain, o braço tecnológico com respaldo saudita.

A alocação de 3 bilhões de dólares em infraestruturas críticas foi dobrada após o impulso político da viagem. A aposta é que essas parcerias sejam a chave para liderar uma nova prosperidade econômica, baseada em campos como a inteligência artificial e a soberania digital.

A guerra tecnológica global está ganhando um novo capítulo no Oriente Médio. O conflito entre Israel e Irã abriu uma nova frente na disputa por infraestruturas críticas como centrais de dados. A migração do poder tecnológico para o Golfo é apenas o começo.

A magnitude desses acordos reflete a ambição sem precedentes da região em liderar a corrida pela soberania digital e inteligência artificial. O futuro da guerra tecnológica global está sendo escrita no Oriente Médio, com os gigantes da Silicon Valley como protagonistas principais.

A migração do poder tecnológico para o Golfo é apenas um dos muitos desafios que a região enfrentará nos próximos anos. A corrida pela soberania digital e inteligência artificial está ganhando velocidade, com as potências mundiais se disputando os principais ativos.

A guerra tecnológica global não será mais limitada ao Oriente Médio. Os acordos entre a região e gigantes da Silicon Valley abrem caminho para que essas parcerias sejam estendidas para outros continentes, levando o conflito à escala mundial.

O futuro da guerra tecnológica global está sendo escrito no Oriente Médio. A corrida pela soberania digital e inteligência artificial é apenas um dos muitos desafios que a região enfrentará nos próximos anos.

Com informações de El Confidencial

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