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AMD estende suporte à plataforma AM5 com novos processadores até 2029

06 de Junho de 2026 às 06:09

A AMD estendeu o suporte à plataforma AM5 até 2029, prevendo o lançamento das arquiteturas Zen 6 e Zen 7. A medida ocorre devido aos custos de fabricação e instabilidades no mercado de memórias DDR6

AMD estende suporte à plataforma AM5 com novos processadores até 2029
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A AMD confirmou a extensão do suporte à plataforma AM5, que agora deve receber novos produtos e arquiteturas até 2029. A estratégia prevê a chegada de pelo menos duas novas gerações de processadores, as arquiteturas Zen 6 e Zen 7, além de atualizações em linhas já existentes, repetindo o modelo de longevidade aplicado anteriormente à plataforma AM4.

A decisão de prolongar a vida útil do soquete atual ocorre após a empresa reavaliar a transição para novas tecnologias de memória. O planejamento original previa a migração para o padrão DDR6 entre 2027 e 2028, mas o cenário de preços elevados de componentes e a instabilidade do mercado de memórias levaram a AMD a expandir a janela de operação da AM5.

Para a companhia, a mudança de plataforma é considerada um processo disruptivo, pois exige a reformulação completa do layout da placa-mãe para suportar novos padrões de PCIe, IO e memórias. A próxima transição tecnológica da AMD estará atrelada à implementação total do DDR6 e do PCIe Gen6. No entanto, a empresa pondera que essas tecnologias, embora prometam saltos teóricos de desempenho, elevam os custos de fabricação das placas-mãe devido à necessidade de novos re-drivers, re-timers e rotas para integridade de sinal.

Essa análise de custo-benefício reflete a percepção de que ganhos teóricos nem sempre se traduzem em vantagens práticas para o usuário final. A AMD cita como exemplo os SSDs Gen5 que, apesar de dobrarem a performance, não entregam impactos significativos no desempenho de jogos.

Nesse contexto, a empresa destaca o valor dos processadores com tecnologia 3D V-Cache (X3D). O cache expandido reduz a dependência de memórias DDR5 de alta velocidade ou configurações complexas de canais. Testes em 30 jogos mostraram que a diferença de desempenho entre configurações de canal único e dual-channel foi de apenas 0,5% em média, permitindo que o usuário economize na compra inicial de RAM sem perder performance.

A estratégia de longevidade também permitiu à AMD gerir melhor o ciclo de vida da AM4, possibilitando o relançamento do Ryzen 7 5800X3D para atender a demanda de quem ainda utiliza DDR4, memória que se tornou uma alternativa viável diante do custo do padrão DDR5.

No campo do desempenho, a AMD anunciou uma mudança na abordagem de overclocking para os CPUs Ryzen de desktop. Diferente de gerações passadas, onde a maior parte da margem de frequência já vinha configurada de fábrica, a empresa passará a oferecer maior margem (headroom) para que entusiastas realizem seus próprios ajustes. Paralelamente, a companhia desenvolve melhorias para suportar o undervolting, prática adotada por jogadores para aumentar a eficiência energética e o desempenho.

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