Anthropic libera modelo de inteligência artificial Mythos exclusivamente para defesa de infraestruturas críticas nos Estados Unidos
A Anthropic retomou a operação do modelo Mythos exclusivamente para organizações de defesa de infraestruturas críticas dos Estados Unidos. Paralelamente, a OpenAI adiou o lançamento do GPT-5.6, condicionando a liberação do sistema à aprovação governamental por cliente. Modelos chineses, como o GLM e o Tulongfeng, atingiram desempenho equivalente às ferramentas americanas em cibersegurança
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A Anthropic retomou a operação do modelo de inteligência artificial Mythos, porém sob condições restritas. A ferramenta, que despertou atenção por sua alta capacidade de identificar falhas de segurança, agora está disponível exclusivamente para organizações responsáveis pela defesa de infraestruturas críticas nos Estados Unidos.
A medida ocorre após um período de suspensão que afetou tanto o Mythos quanto a versão voltada ao público, Fable. O desligamento foi motivado por uma determinação da Casa Branca, que exigia que o acesso a essas tecnologias fosse limitado a cidadãos americanos, excluindo inclusive estrangeiros que trabalhassem na empresa. Como a Anthropic não conseguiu implementar tal restrição técnica, a operação foi interrompida até a definição do novo formato de licenciamento.
O cenário de controle tecnológico da administração Trump também impacta a OpenAI. A empresa adiou o lançamento do GPT-5.6, modelo que também apresenta competências avançadas em cibersegurança. Sam Altman informou internamente que a liberação do sistema ocorrerá de forma gradual, com a aprovação do governo para cada cliente durante a fase inicial.
Essa postura de Washington gera instabilidade na Europa, onde autoridades de Bruxelas defendem que a União Europeia seja tratada como parceira confiável, sem que haja bloqueios ao acesso a tecnologias de ponta. A situação evidenciou a necessidade de maior autonomia estratégica do bloco europeu. Como tentativa de mitigar a dependência externa, o governo austríaco, por meio do secretário de Estado de Digitalização, Alexander Pröll, enviou uma carta à vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, sugerindo que a Anthropic seja autorizada a operar em território comunitário para contrabalançar a influência dos EUA.
Paralelamente, a China registrou avanços que intensificam a disputa global. O governo americano já havia manifestado preocupação de que grupos ligados ao país asiático pudessem acessar as vulnerabilidades do Mythos e do Fable. Recentemente, a indústria chinesa alcançou desempenho equivalente ao modelo da Anthropic em tarefas de cibersegurança. Esse patamar foi atingido pelo modelo GLM, da Zhipu AI (Z.Ai), e pela ferramenta Tulongfeng, da 360 Security Technology.
Testes indicam que esses sistemas igualam a capacidade americana de localizar falhas de rede. Um ponto crítico para o Pentágono é que, diferentemente do sigilo comercial dos EUA, os códigos chineses podem ser baixados e modificados livremente, facilitando a atuação de hackers. Devido ao custo reduzido, esses motores de defesa cibernética já figuram entre as dez opções mais procuradas globalmente por empresas.
A questão financeira tornou-se um entrave para a adoção de IA no setor corporativo, com gigantes como Amazon e Uber limitando o uso para controlar gastos. Nesse contexto, a startup chinesa DeepSeek lançou a atualização do modelo V4, focada em reduzir custos computacionais e acelerar respostas. O sistema otimiza o uso de GPUs ao gerar blocos de texto em vez de palavras individuais e ajusta o processamento conforme a complexidade da pergunta, aumentando a eficiência operacional.