Apple apresenta nova Siri com inteligência artificial integrada e anuncia mudança de CEO
A Apple apresentou a Siri AI e o conjunto Apple Intelligence, com funções de processamento de linguagem natural e edição de imagens. O lançamento para o público geral ocorre em julho, com versão estável em setembro, incluindo o Brasil. John Ternus assumirá o cargo de CEO em 1º de setembro, substituindo Tim Cook
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2Ff3a%2F506%2Fdde%2Ff3a506ddeb8e7ce111cc45c863b6fe37.jpg)
A Apple apresentou na WWDC a nova Siri AI, transformando a assistente virtual em uma ferramenta integrada ao sistema, capaz de compreender linguagem natural e acessar o contexto, a memória e a tela do dispositivo. A atualização permite que o usuário localize informações específicas em e-mails e mensagens — como códigos de voo e reservas — sem a necessidade de lembrar o remetente, além de identificar recomendações de serviços ou mídias em conversas com amigos e localizá-las em mapas.
A nova Siri AI possibilita a execução de tarefas complexas e combinadas, como a organização de jantares com sugestões de cardápio baseadas em mensagens, salvando receitas automaticamente em documentos. O sistema agora suporta conversas fluidas, sem a necessidade de repetir comandos ao mudar de assunto, e interage em tempo real com elementos visíveis na tela ou através da câmera. A interface foi expandida para a Ilha Dinâmica do iPhone, o Spotlight no Mac e iPad, e o Vision Pro, contando ainda com um aplicativo próprio para sincronização de históricos de conversas entre dispositivos.
O conjunto de ferramentas, denominado Apple Intelligence, inclui aprimoramentos em edição de imagens, permitindo a remoção precisa de elementos, a expansão de fotos com criação de continuidade e a alteração da perspectiva de ângulos. No Safari, a inteligência artificial agrupa abas por temas e monitora mudanças de preço ou disponibilidade de produtos. A gestão de senhas foi automatizada para detectar e substituir credenciais fracas em sites externos. Outras integrações incluem sugestões contextuais em e-mails e mensagens, extração de dados úteis durante chamadas telefônicas e a criação de automatizações no app Atajos via linguagem natural.
O acesso total às funcionalidades da Siri AI é condicionado ao hardware, sendo as funções avançadas exclusivas de modelos recentes, como o iPhone 17, versões Pro ou Air. Em alguns países, a disponibilidade permanece restrita por questões regulatórias. O cronograma de lançamento prevê versões para desenvolvedores já disponíveis, com a chegada ao público geral em julho e a versão estável em setembro, incluindo o mercado brasileiro.
Tecnicamente, a Apple desenvolveu modelos fundacionais próprios com até 1,2 trilhões de parâmetros, refinados com a tecnologia do Gemini, do Google. A arquitetura é gerida pelo System Orchestrator, que direciona a solicitação para o processamento local no dispositivo, para a nuvem privada da Apple ou para centros de dados do Google equipados com GPUs da Nvidia, dependendo da complexidade da tarefa. Para garantir a privacidade, a empresa utiliza computação confidencial da Nvidia, assegurando que os dados sejam anonimizados e não utilizados pelo Google para treinamento de modelos.
O evento também marcou a transição na liderança da companhia. Após 15 anos, Tim Cook deixa o cargo de CEO no dia 1 de setembro, passando a função para John Ternus, atual vice-presidente de hardware. Cook assumirá a posição de presidente executivo, focando em relações institucionais e parcerias externas.
Além das novidades em IA, a Apple anunciou atualizações técnicas: o AirDrop terá transferências até 80% mais rápidas, a abertura de capturas e fotos será agilizada e os AirPods Pro receberão um equalizador personalizado. O iOS 27 também introduzirá uma barra de ajuste para as transparências do Liquid Glass.