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Apple decide não ativar a Siri AI na União Europeia por questões de privacidade

11 de Junho de 2026 às 12:10

A Apple expande a inteligência artificial para macOS e visionOS, mas restringe o acesso à Siri na União Europeia por questões regulatórias. O ecossistema introduz ferramentas de edição de imagens, automação de tarefas via linguagem natural e resumos automáticos no Safari. O Wallet agora permite a criação de passes digitais e a digitalização de tickets para divisão de despesas

Apple decide não ativar a Siri AI na União Europeia por questões de privacidade
Vista de la presentación del pasado lunes. Foto: Carlos Barria.

A Apple Intelligence, ecossistema de inteligência artificial da empresa de Cupertino, assume o protagonismo da nova estratégia da marca, expandindo-se para além do assistente de voz Siri para integrar o macOS e o visionOS. Embora a Siri AI tenha sido o centro das atenções na WWDC, sua implementação global enfrenta barreiras na União Europeia. A Apple decidiu não ativar o assistente para iPhone, iPad ou Apple Watch no bloco europeu, alegando que a Lei dos Mercados Digitais (Digital Market Act) comprometeria a privacidade e a segurança dos dados ao exigir a mesma abertura para outros assistentes virtuais. Enquanto a UE insiste na interoperabilidade do ecossistema, milhões de usuários europeus ficam impossibilitados de acessar as funções a partir de outubro.

No campo da edição de imagens, a Apple Intelligence apresenta avanços significativos em IA generativa, fruto de um acordo com o Google. A função "limpar" foi aprimorada para remover elementos complexos com maior precisão, eliminando distorções e artefatos que ocorriam em versões anteriores. O sistema agora permite ampliar o fundo de fotos para ajustar enquadramentos e introduz o "reframe", que reinterpreta a composição da imagem, permitindo alterar o ponto de vista da fotografia com preenchimento inteligente de áreas inexistentes.

A automação de tarefas também foi simplificada através da reformulação dos "Atalhos". A ferramenta, anteriormente complexa, agora opera via linguagem natural. O usuário pode solicitar a criação de rotinas completas — como acionar luzes e música ao chegar em casa — sem a necessidade de programações manuais extensas. As capacidades de automação incluem a sumarização de e-mails, conversão de reuniões em listas de tarefas, elaboração de briefings de agenda, organização de documentos e links, além de rotinas de viagem que gerenciam economia de bateria e download de passagens. O sistema também permite o registro automático de gastos e treinos.

O Apple Maps foi reposicionado para atuar como uma ferramenta de descoberta e planejamento urbano. O recurso "Flyover" recebeu atualizações em imagens aéreas e IA, tornando edifícios e áreas verdes mais realistas. A navegação agora conta com listas inteligentes que recomendam locais com base na relevância regional, além de melhorias na busca por linguagem natural e sugestões contextuais.

No Safari, a inteligência artificial foca na gestão de excesso de informação. O navegador agora consegue resumir automaticamente páginas da web, condensando teses ou artigos longos em ideias principais, e organiza abas automaticamente por temas. A função "Notify Me" permite que o navegador monitore páginas específicas e avise o usuário sobre mudanças, como a alteração de preços de produtos ou a disponibilidade de ingressos, com verificações inicialmente diárias.

Por fim, o Wallet evolui para transformar o iPhone em um concentrador de documentos digitais. Com o iOS 27, a função "Create a Pass" permitirá que o usuário gere passes digitais a partir de qualquer QR Code ou documento físico, utilizando o Visual Intelligence para escanear ingressos, cartões de academia ou clubes. O sistema também passa a integrar a digitalização de tickets para a divisão rápida de despesas entre amigos, com liquidação direta via Apple Pay.

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