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Apple lançará nova versão do Siri com inteligência artificial em setembro

10 de Junho de 2026 às 06:13

A Apple lançará em setembro uma nova versão do Siri com inteligência artificial integrada ao iOS 27, iPadOS 27 e outros sistemas. A ferramenta processa dados locais e de nuvem privada para executar tarefas contextuais e interpretar ambientes via câmera. No Brasil, a disponibilidade inicial será limitada ao macOS

Apple lançará nova versão do Siri com inteligência artificial em setembro
Cedida

A Apple prepara o lançamento de uma nova versão do Siri, baseada em inteligência artificial, com previsão de chegada ao público em setembro. O assistente será integrado ao iOS 27, iPadOS 27 e às atualizações do macOS, watchOS e visionOS. Atualmente, a tecnologia encontra-se em fase de testes para desenvolvedores e em versões experimentais otimizadas para demonstrações.

O novo Siri foca na compreensão de contexto e na execução de tarefas integradas ao sistema operacional, eliminando a necessidade de alternar entre aplicativos. Em testes realizados no Apple Park, a ferramenta demonstrou a capacidade de responder a perguntas complexas — como a recomendação de parques nacionais com base em clima e fluxo de pessoas — gerando a resposta diretamente no sistema. A experiência é complementada por um aplicativo dedicado que mantém o histórico da conversa e organiza informações em listas ou tabelas, como no caso de roteiros de trilhas ou calendários de chuvas de meteoros.

A integração visual é um dos pilares da atualização. Através da câmera, o assistente consegue "ver" e interpretar o ambiente; em uma demonstração, o Siri identificou livros em uma estante e sugeriu uma leitura com base na preferência anterior do usuário. Outro avanço significativo é o uso de dados pessoais para gerar respostas precisas. O sistema é capaz de vasculhar mensagens, e-mails e calendários para recuperar informações específicas, como a recomendação de um podcast feita por um familiar ou a criação de listas de compras a partir de e-mails de viagem.

Para viabilizar esse nível de personalização, a Apple priorizou o processamento local no dispositivo e a utilização de infraestrutura de nuvem privada, tratando a privacidade como núcleo da proposta técnica. No iPhone 17, os usuários poderão personalizar a voz do assistente, ajustando tom, velocidade e estilo, além de contar com ditado avançado.

A interface também recebe novos gestos, como o deslize na parte superior da tela para ativação, e atalhos de teclado. Um desses atalhos permite que a IA analise o conteúdo da tela e sugira ações contextuais, como adicionar eventos de uma imagem de calendário à agenda. Há ainda um cursor manual para casos em que a IA não tenha certeza da ação, devolvendo o controle ao usuário.

Apesar do avanço técnico, a implementação global enfrenta barreiras regulatórias. Na União Europeia, a Apple critica a Lei de Mercados Digitais (DMA), alegando que a exigência de abertura do sistema para terceiros compromete a segurança e a privacidade dos dados. A empresa defende que o Siri AI não é um app isolado, mas uma camada do sistema com índice semântico local. Devido a esse impasse com a Comissão Europeia, diversas funcionalidades chegam com atraso ou são limitadas no bloco europeu.

No Brasil, a situação é restritiva. Não há previsão de lançamento do Siri AI para iPhone ou iPad no país, permanecendo a disponibilidade limitada ao macOS.

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