Asteróide de 100 toneladas será capturado e convertido em base robótica por startup TransAstra
A startup TransAstra apresentou um projeto ambicioso para capturar asteroides e converterem em bases robóticas de mineração. O objetivo é extrair água e metais valiosos de rochas espaciais, utilizando uma tecnologia chamada "bolsa de captura" que envolve completamente o asteroide. A primeira missão poderá ser lançada já em 2028 se a iniciativa avançar como planejado
A startup TransAstra apresentou um ambicioso plano para transformar asteroides em bases robóticas de mineração. O objetivo é capturar um asteroide com cerca de 100 toneladas, trazê-lo para uma órbita próxima da Terra e extrair recursos valiosos como água e metais.
A proposta integra a missão "Nova Lua" e está em estudo de viabilidade financiado por um cliente não identificado. O projeto prevê o encontro com uma rocha espacial do tamanho de uma casa, que seria capturada utilizando uma tecnologia chamada "bolsa de captura". Em vez de usar garras metálicas para prender a rocha giratória, a bolsa inflável feita com laminados avançados engoliria completamente o asteroide.
A espaçonave seria enviada até o alvo, expandindo-se para envolver a rocha e fechando-a com um fecho. O conjunto seria rebocado em seguida. A TransAstra avalia que essa tecnologia permitirá mudar a obtenção de recursos essenciais para missões no espaço profundo.
O diretor executivo da empresa, Joel Sercel, afirmou que a visão é transformar o asteroide em uma base robótica para pesquisa e desenvolvimento voltado ao processamento e à fabricação de materiais. Se a iniciativa avançar como planejado, a primeira missão de recuperação poderá ser lançada já em 2028.
A empresa também realizou testes exitosos com um protótipo da bolsa de captura na Estação Espacial Internacional e agora está preparando-se para testar uma versão maior no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Com apoio financeiro tanto público quanto privado, os desenvolvedores estão trabalhando em escala aumentada para tornar essa tecnologia viável.
A transformação desse plano em realidade poderá revolucionar não apenas o espaço profundo como também a forma como exploramos e utilizamos recursos naturais.