Tecnologia

Ataque hacker dispara alertas falsos de "Alerta Extremo" em sete estados brasileiros

20 de Junho de 2026 às 12:03

Ataque hacker à plataforma Defesa Civil Alerta disparou dez notificações falsas em sete unidades da federação neste sábado (20). O sistema foi retirado do ar para segurança e a Polícia Federal investiga a autoria do crime. O serviço retornará após a troca de senhas e a garantia de proteção da plataforma

Ataque hacker dispara alertas falsos de "Alerta Extremo" em sete estados brasileiros
Reprodução

Um ataque hacker comprometeu a plataforma Defesa Civil Alerta na madrugada deste sábado (20), resultando no disparo de dez notificações falsas de "Alerta Extremo" para dispositivos móveis em pelo menos sete unidades da federação. As mensagens, que continham o termo "misantropia" — palavra que define a aversão à humanidade —, atingiram usuários em capitais e estados como São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Para conter a invasão, a equipe de Tecnologia da Informação retirou o sistema do ar por volta de 1h30. O volume de alertas foi distribuído entre nove envios via Cell Broadcast — tecnologia que transmite avisos de emergência simultaneamente para todos os aparelhos conectados a antenas de uma região, independentemente de internet ou número de telefone — e uma mensagem via SMS.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, informou que a Polícia Federal foi acionada para investigar a autoria do crime. A investigação busca apurar se a ação foi executada por um único indivíduo ou por um grupo, especialmente porque o sistema possui travas de segurança que restringem o envio de alertas apenas ao estado onde o usuário está cadastrado, mas a primeira notificação partiu do Paraná e atingiu outras localidades.

Embora o governo já estivesse desenvolvendo um novo sistema com maior nível de segurança, ainda não existe uma data definida para o lançamento. O serviço de alertas atual retornará à operação somente após a troca de todas as senhas de acesso e a garantia de que a plataforma está protegida contra novas intrusões. Até o momento, não foi possível contabilizar o número exato de celulares que receberam as notificações.

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