Bomba de calor reduz consumo de energia em máquinas lava e seca entre 30% e 60%
A tecnologia de bomba de calor em máquinas lava e seca reduz o consumo de energia entre 30% e 60% ao reaproveitar a temperatura no sistema de secagem. O recurso, presente em linhas como a WashTower da LG, preserva tecidos e opera com menor ruído. Os modelos possuem custo de aquisição mais alto e ciclos de secagem mais longos

A tecnologia de bomba de calor surge como a principal tendência para o setor de eletrodomésticos, transformando a operação de máquinas lava e seca ao priorizar a eficiência energética. Diferente dos modelos convencionais, que dependem de resistências elétricas para aquecer o ar continuamente — um dos componentes que mais consomem eletricidade em residências —, esse novo sistema opera em circuito fechado. O processo, similar ao de aparelhos de ar-condicionado, retira a umidade das roupas e reaproveita a temperatura já existente para manter a secagem, evitando a geração de calor do zero a todo momento.
Essa mudança na lógica de funcionamento resulta em uma economia de energia entre 30% e 60% durante a etapa de secagem. Além da redução no custo da conta de luz, o sistema fechado impede a perda de calor para o ambiente e diminui a liberação de vapor no cômodo, o que favorece a instalação em apartamentos ou locais compactos. Outro impacto prático é a operação mais silenciosa, já que a ausência da resistência operando em alta potência torna o aparelho mais discreto.
A preservação dos tecidos também é beneficiada. Como a secagem ocorre em temperaturas mais controladas e suaves, as roupas ficam menos expostas ao calor excessivo, reduzindo danos às fibras.
No mercado brasileiro, a solução já começa a ganhar espaço, estando presente em produtos como a linha WashTower, da LG. A tecnologia, que já é amplamente utilizada em secadoras modernas na Ásia e na Europa, reflete a busca da indústria por soluções sustentáveis diante do aumento nos custos de energia elétrica.
Apesar dos benefícios, a adoção desses modelos envolve algumas contrapartidas. O valor de aquisição é mais elevado do que o de máquinas tradicionais e os ciclos de secagem são mais longos, justamente por utilizarem temperaturas menores para preservar as roupas e economizar energia. Há também a necessidade de assistência técnica especializada para eventuais reparos.
A expectativa do setor é que a economia gerada no consumo elétrico compense o investimento inicial mais alto. A tendência é que a bomba de calor deixe de ser um recurso exclusivo de modelos premium para se tornar um padrão comum no mercado, equilibrando desempenho e redução de desperdícios.