Calor excessivo do chip M5 Max causa manchas na tela de MacBook Pro
O chip M5 Max do MacBook Pro atinge temperaturas superiores a 100 graus Celsius em tarefas intensas, causando danos como manchas na tela. O sistema atual de ventiladores e heatpipes é insuficiente, demandando a migração para câmaras de vapor em versões futuras

O lançamento do chip M5 Max evidenciou a necessidade de a Apple atualizar o sistema de resfriamento dos MacBook Pro, migrando para a tecnologia de câmara de vapor. Atualmente, o hardware utiliza apenas dois ventiladores de baixo perfil e uma única solução de heatpipe, configuração que atende a picos curtos de processamento, mas falha em cargas de trabalho contínuas.
A limitação térmica torna-se crítica em tarefas intensas, como a execução de modelos de linguagem (LLMs), que podem elevar a temperatura do M5 Max a mais de 100 graus Celsius. Esse aquecimento excessivo não apenas torna o dispositivo desconfortável para o uso no colo, mas também compromete a integridade do hardware. Um relato de usuário no Reddit detalha o surgimento de manchas na tela do MacBook Pro após a realização de atividades pesadas.
A distorção na tela ocorre na parte frontal do dispositivo, independentemente de a tampa estar aberta em um ângulo de 90 graus ou totalmente expandida. Embora o ar quente expelido pelo chassi normalmente não danifique o visor com a tampa aberta, a exposição ao calor extremo pode causar tais danos, especialmente se a máquina for operada fechada.
Mesmo com a arquitetura Fusion, que separa os blocos de CPU e GPU para otimizar a eficiência e reduzir a temperatura, o M5 Max ainda atinge níveis térmicos prejudiciais. Para mitigar esses problemas em gerações futuras, como na linha M6, a implementação de sistemas de vapor e a adoção de materiais de aplicação térmica mais eficazes, a exemplo do PTM7950, surgem como as únicas soluções viáveis. No cenário atual, a recomendação para usuários afetados por danos na tela é a substituição imediata do equipamento via AppleCare+.