CEO da Perplexity AI afirma que a Microsoft moldou a jornada de trabalho para vender softwares
O CEO da Perplexity AI, Aravind Srinivas, afirmou que a jornada de trabalho atual e a cultura de escritório foram moldadas por uma estratégia comercial da Microsoft. Segundo o executivo, o modelo visava viabilizar a venda de softwares de produtividade e a dependência de ferramentas como Word e Excel
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Aravind Srinivas, CEO da Perplexity AI, defende que a jornada de trabalho das 9h às 17h e a cultura do escritório moderno não foram evoluções naturais do emprego, mas sim o resultado de uma estratégia comercial da Microsoft. Em entrevista ao podcast "Joe Rogan Experience", o executivo afirmou que esse modelo de atuação profissional foi moldado para viabilizar a venda de softwares de produtividade.
A tese central de Srinivas é que a missão de Bill Gates de instalar um computador em cada mesa criou a dependência de ferramentas como Word e Excel. Para o CEO, a Microsoft estabeleceu o conceito do trabalhador atual ao tornar as empresas e instituições de ensino reféns de seus programas de escritório.
Essa dinâmica teria sido consolidada por meio de um ciclo de formação: estudantes aprendiam a operar tais softwares nas escolas e, posteriormente, ingressavam em companhias que já pagavam por essas licenças, padronizando o PC como o eixo central da atividade laboral.
Srinivas diferencia essa abordagem da visão de Steve Jobs, cofundador da Apple. Enquanto Jobs focava na criação de máquinas intuitivas, elegantes e atraentes, a Microsoft priorizaria a expansão do uso do computador como meio para maximizar a comercialização de software, sem a preocupação com a estética da computação.
Durante a conversa, Joe Rogan observou a precocidade desse estilo de vida, notando que a sociedade aceitou como normal um padrão de trabalho extremamente recente, reconhecendo a eficácia da estratégia de mercado implementada pela Microsoft.