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China inicia operação de primeiro data center subaquático do mundo alimentado por energia eólica

20 de Maio de 2026 às 06:23

A China iniciou a operação comercial do primeiro data center subaquático offshore do mundo, em Xangai, alimentado por energia eólica. O complexo custou 226 milhões de dólares, abriga quase dois mil servidores e processa cargas de inteligência artificial e big data. A instalação reduz o consumo de eletricidade em 22,8% e utiliza resfriamento passivo via água do mar

China inicia operação de primeiro data center subaquático do mundo alimentado por energia eólica
Um módulo do data center subaquático na China sendo colocado no mar.

A China colocou em operação comercial, em Xangai, o primeiro data center subaquático offshore do mundo alimentado por energia eólica. Instalada na Área Especial de Lingang, a estrutura foi finalizada em outubro de 2025 e iniciou suas atividades plenas na última semana, após a conclusão de avaliações preliminares.

O complexo, que demandou um investimento de 226 milhões de dólares, abriga quase dois mil servidores distribuídos em módulos resistentes à alta pressão, eliminando o uso de componentes frágeis, como materiais de seda. Localizado estrategicamente próximo a um parque eólico offshore, o sistema utiliza fontes renováveis dedicadas para processar cargas pesadas de inteligência artificial, anotações de big data e o desenvolvimento de grandes modelos de linguagem. Entre os clientes da operação está a China Telecom, que já implantou seus clusters de GPU no local.

A eficiência energética da instalação é de 1,15, resultando em uma redução de 22,8% no consumo de eletricidade, além de eliminar a necessidade de água doce e economizar 90% de área terrestre. O resfriamento térmico é realizado de forma passiva através da água do mar: o calor interno transforma o refrigerante dos tubos de cobre em gás, que sobe, troca calor com o oceano e retorna ao estado líquido por gravidade.

Apesar dos ganhos operacionais, a gestão do data center enfrenta desafios técnicos rigorosos, especialmente a corrosão salina e a necessidade de vedação duradoura. Para mitigar as taxas de falha do maquinário, a operação depende de estruturas seladas, redundância de sistemas e monitoramento digital remoto.

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