Tecnologia

China introduz nova estratégia de semicondutores para elevar desempenho de chips sem reduzir transistores

30 de Maio de 2026 às 08:15

A Huawei e a HiSilicon desenvolveram a "Lei de Tau", que foca na redução do tempo de deslocamento de sinais elétricos para aumentar o desempenho de semicondutores. A estratégia chinesa visa a autossuficiência tecnológica diante de sanções dos Estados Unidos sobre máquinas de litografia da ASML. O governo de Pequim, com a SMIC e a Huawei, já replicou a fonte de luz necessária para a litografia extrema profunda

China introduz nova estratégia de semicondutores para elevar desempenho de chips sem reduzir transistores
Reuters

A China está alterando a lógica de desenvolvimento da indústria de semicondutores ao introduzir a "Lei de Tau", uma abordagem criada pela Huawei e sua subsidiária HiSilicon. Diferente da Lei de Moore, que dominou o setor por meio da miniaturização extrema e do aumento da densidade de transistores em cada placa a cada dois anos, a nova estratégia foca na redução do tempo de deslocamento dos sinais elétricos dentro do chip. Esse método permite elevar o desempenho e a eficiência dos componentes sem a necessidade de reduzir o tamanho dos transistores, contornando as barreiras físicas e os custos crescentes associados à escala de fabricação tradicional.

Essa mudança de paradigma ocorre em meio a um longo conflito tecnológico entre Washington e Pequim, centrado no acesso a chips de última geração. Para frear o avanço chinês, os Estados Unidos implementaram sanções focadas no gargalo da produção: as máquinas de litografia ultravioleta extrema da empresa europeia ASML, única fabricante desse equipamento essencial para semicondutores avançados.

A pressão externa acelerou a busca da China pela autossuficiência, conforme previsto anteriormente por Peter Wennink, ex-CEO da ASML. O governo de Xi Jinping, em colaboração com a SMIC e a Huawei, já apresenta resultados concretos para romper o monopólio europeu, tendo replicado a fonte de luz necessária para a litografia extrema profunda. Embora o sistema completo ainda não esteja operacional, a conquista indica que a diferença tecnológica entre as potências está diminuindo em um ritmo superior ao esperado.

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