China lança plano para dominar tecnologias globais, incluindo semicondutores e inteligência artificial
A China lançou seu Décimo Quinto Plano Quinquenal com objetivo de dominar a tecnologia global. O plano prevê investimentos em áreas como semicondutores, software básico e materiais avançados. A China busca dobrar o número de patentes de alto valor até 2030 e mostrar avanços em tecnologias militares até o centenário do Exército Popular de Libertação
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A China lança seu Décimo Quinto Plano Quinquenal, um documento ambicioso que visa dominar a tecnologia global em diversas áreas. Embora o plano seja considerado interessante quanto ao manual de instruções de uma máquina de lavar, ele esconde objetivos inovadores e estratégicos para avançar na produção de semicondutores, software básico e materiais avançados.
O sucesso da China em desenvolver tecnologias como painéis solares, carros elétricos e inteligência artificial é um exemplo do poder do modelo de planejamento estatal. Desde 2017, a China anunciou sua intenção de se tornar líder na IA até 2030, o que surpreendeu os especialistas ocidentais.
A máquina chinesa funciona assim: quando uma tecnologia é mencionada no plano chinês, fundos públicos são liberados para investir em pesquisa e desenvolvimento. O capital privado se junta ao Estado, acreditando que o risco é menor onde há presença estatal. Em pouco tempo, surgem grandes polos industriais com engenheiros, advogados e outros profissionais trabalhando juntos para transformar protótipos em produtos.
A lista de apostas tecnológicas da China inclui drones de entrega, carros voadores, reatores de fusão nuclear e robôs humanoides. Para alcançar esses objetivos, a China se comprometeu a manter o investimento em pesquisa e desenvolvimento acima de 7% ao ano.
No entanto, o plano atual difere dos anteriores. Enquanto antes se estabeleciam objetivos para setores estratégicos e inovação científica, agora a política industrial se concentra nas tecnologias de ponta que ainda não têm mercados maduros. A China busca dobrar o número de patentes de alto valor até 2030.
A dimensão militar adiciona outra camada de urgência ao plano. Segundo uma análise da Forecast International, a China pretende mostrar avanços em sensores quânticos, IA militar e tecnologias contra armas hipersônicas no centenário do Exército Popular de Libertação.
O plano atual enfrenta desafios estruturais e políticos. Alguns funcionários locais investem o dinheiro recebido para duplicar as indústrias da região vizinha ou apostam em setores que não têm talento humano necessário. A dependência tecnológica externa também é um problema a ser superado.
O anúncio dos planos chineses assusta Washington, mas a China está determinada a alcançar seus objetivos. Com o Décimo Quinto Plano Quinquenal, Pequim visa consolidar sua liderança em tecnologia e inovação científica global.