Tecnologia

China testa transmissão de dados em cabo de fibra óptica de núcleo oco com alta capacidade

02 de Julho de 2026 às 07:03

China testou a transmissão de dados em cabo de fibra óptica de núcleo oco, atingindo capacidade de 51,3 Tb/s em 128 quilômetros sem repetidores. O projeto, realizado por China Telecom, Dekoli e Yangtze Optical Fibre and Cable, utilizou ar no núcleo para reduzir a latência e ampliar a velocidade

China testa transmissão de dados em cabo de fibra óptica de núcleo oco com alta capacidade
DFTELECOM

A China avançou no desenvolvimento de redes ópticas de nova geração ao testar a transmissão de dados em um cabo de fibra óptica de núcleo oco, superando as limitações das infraestruturas atuais. O projeto, conduzido por meio de uma iniciativa nacional que reuniu a China Telecom, a Dekoli e a Yangtze Optical Fibre and Cable Joint Stock Limited Company, utilizou o cabo comercial transfronteiriço de núcleo oco mais longo do mundo para validar a tecnologia fora do ambiente de laboratório.

O sistema alcançou uma capacidade total de 51,3 Tb/s em um percurso de aproximadamente 128 quilômetros sem a necessidade de repetidores de sinal. A performance registrou 1,2 Tb/s por comprimento de onda, volume que posiciona a tecnologia como substituta viável para as fibras convencionais de núcleo sólido em trechos críticos de rede.

A inovação reside na arquitetura do cabo: enquanto a fibra tradicional utiliza vidro sólido para guiar a luz, a de núcleo oco utiliza o ar. Essa alteração reduz a latência e amplia a capacidade de transmissão, atendendo a demandas de serviços que exigem conexões massivas e estáveis, como a interconexão de grandes centros de dados.

Para viabilizar a operação com sinais de alta potência em redes reais, a equipe implementou a alocação flexível de potência entre canais e um mecanismo de controle adaptativo de velocidade por comprimento de onda. Essa abordagem permite ajustar dinamicamente os níveis de potência, o espaçamento entre canais e a carga de dados para otimizar o desempenho global do sistema.

A estabilidade em longas distâncias foi reforçada por uma nova arquitetura de amplificação óptica de alta potência. O modelo utiliza uma estrutura em cascata de dupla unidade de ganho e dopagem multielemento, resultando em uma potência máxima de saída de 33,5 dBm e ganho uniforme.

Para garantir a segurança da operação, o sistema integra protocolos de proteção capazes de detectar anomalias de potência no enlace óptico, disparar alarmes de falhas e executar desligamentos automáticos em situações de risco. Os dados, divulgados pela TrendForce, indicam que a fibra de núcleo oco tende a se tornar central nas futuras redes de internet, especialmente em aplicações onde a confiabilidade e a velocidade são determinantes.

Com informações de El Confidencial

Notícias Relacionadas