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Computador Biológico Aprende em Tempo Real ao Jogar Doom, Combinando Cérebro e Silício

06 de Março de 2026 às 09:17

A empresa australiana Cortical Labs apresentou uma demonstração inovadora, conectando 200 mil neurônios humanos a um chip e fazendo-os interagir com o jogo Doom. O sistema CL1 combina tecido neuronal vivo com software especializado para processar informações em tempo real. A ideia é explorar novas formas de aprendizado computacional baseadas em neurônios vivos, não competindo com jogadores humanos, mas adaptando-se às circunstâncias através de impulsos elétricos emitidos em tempo real

Computador Biológico Aprende em Tempo Real ao Jogar Doom, Combinando Cérebro e Silício
Cortical Labs

Cortical Labs Desenvolve Computador Biológico para Aprender em Tempo Real

A empresa australiana Cortical Labs apresentou uma demonstração inovadora, conectando 200.000 neurônios humanos a um chip e fazendo-os interagir com o jogo Doom. O objetivo é mostrar que um computador biológico pode aprender e se adaptar às circunstâncias através de impulsos elétricos emitidos em tempo real.

O sistema CL1, desenvolvido pela Cortical Labs, combina tecido neuronal vivo cultivado sobre uma matriz de eletrodos com software especializado. Isso permite que os neurônios recebam estímulos do ambiente digital e gerem respostas que se traduzem em ações dentro do jogo.

Ao contrário de inteligência artificial convencional, o experimento utiliza tecido biológico real para processar informações de forma diferente dos sistemas de silício. O objetivo não é competir com jogadores humanos, mas explorar novas formas de aprendizado computacional baseadas em neurônios vivos.

O processo cria um ciclo de feedback em tempo real, onde cada estímulo proveniente do jogo provoca uma reação nas neurônios e determinados padrões de disparo elétrico se convertem em ações do personagem. Dessa forma, o sistema pode modificar seu comportamento à medida que interage com o ambiente digital.

David Hogan, diretor técnico da empresa, destacou a importância da interface desenvolvida para converter os sinais do jogo em estímulos elétricos compatíveis com o cultivo neuronal. Essa inovação permite que o tecido biológico interprete informações do jogo e responda através de impulsos elétricos.

A pesquisa não é uma novidade, pois a Cortical Labs já havia conseguido que um sistema composto por mais de 800.000 neurônios jogasse ao clássico Pong em 2021. Esse experimento lançou as bases para o desenvolvimento do atual CL1, apresentado posteriormente como o primeiro computador biológico comercial.

O sistema integra neurônios cultivados sobre silício com um software chamado biOS, responsável por gerenciar o intercâmbio de sinais elétricos entre o tecido vivo e o ambiente digital. Embora o desempenho esteja muito distante do de um jogador experiente, a demonstração mostra potencial para combinar biologia e computação.

A empresa insiste que o projeto não pretende recriar um cérebro humano em pequena escala. Brett Kagan, pesquisador da Cortical Labs, explica: "Sim, está vivo, e sim, é biológico, mas na realidade ele é utilizado como material que pode processar informações de formas muito especiais que não podemos recriar no silício".

O vídeo divulgado pela equipe convida pesquisadores e desenvolvedores a experimentarem com a API aberta do CL1. A ideia é explorar aplicações mais complexas do que um jogo clássico e verificar até onde essa nova geração de computação biológica pode chegar.

A Cortical Labs está abrindo as portas para pesquisadores e desenvolvedores experimentarem com a API aberta do CL1, permitindo explorar aplicações mais complexas. Isso abre uma perspectiva interessante sobre o potencial da combinação de biologia e computação em sistemas inovadores.

A demonstração apresentada pela Cortical Labs é um passo importante na direção de desenvolver tecnologias que combinam a eficiência dos circuitos eletrônicos com a capacidade adaptativa do cérebro humano. Embora ainda haja muito a ser explorado, o potencial dessa abordagem pode revolucionar como processamos informações e interagimos com ambientes digitais.

A empresa está focada em desenvolver tecnologias que combinam biologia e computação de forma inovadora. O objetivo é criar sistemas capazes de aprender e se adaptar às circunstâncias através de impulsos elétricos emitidos em tempo real, o que pode ter aplicações diversas além do jogo Doom.

A demonstração apresentada pela Cortical Labs mostra a capacidade da combinação de biologia e computação para criar sistemas inovadores. A empresa está abrindo as portas para pesquisadores e desenvolvedores experimentarem com a API aberta do CL1, permitindo explorar aplicações mais complexas.

A tecnologia desenvolvida pela Cortical Labs tem o potencial de revolucionar como processamos informações e interagimos com ambientes digitais. A empresa está focada em desenvolver sistemas capazes de aprender e se adaptar às circunstâncias através de impulsos elétricos emitidos em tempo real, abrindo uma perspectiva interessante sobre o futuro da computação.

A demonstração apresentada pela Cortical Labs é um passo importante na direção de desenvolver tecnologias que combinam a eficiência dos circuitos eletrônicos com a capacidade adaptativa do cérebro humano. O objetivo é.

Com informações de El Confidencial

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