Defesas israelenses falham em deter ofensiva iraniana com mísseis e drones em quatro semanas de ataques
Israel e seus aliados têm sido alvos repetidos dos ataques iranianos com mísseis balísticos e drones nos últimos quatro semanas. De acordo com um ex-comandante do Exército, as defesas de Israel não conseguiram deter a ofensiva iraniana devido à falta de radares eficazes para detectar os drones. O Irã lançou mais de 1.500 mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos apenas em uma ocasião
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Israel e seus aliados têm sido alvos repetidos dos ataques iranianos com mísseis balísticos, cruzeiros e drones nos últimos quatro semanas. Embora as defesas de Israel sejam consideradas algumas das melhores do mundo, elas não conseguiram deter a ofensiva iraniana.
De acordo com o coronel aposentado David Shank, ex-comandante do 10º Comando de Defesa Aérea e Mísseis do Exército, os sistemas defensivos estão projetados para lidar com ameaças menores. "Planejamos, estudamos e realizamos exercícios contra a ameaça iraniana", afirma Shank, "mas não calculamos corretamente a escala real do ataque".
O Irã lançou mais de 1.500 mísseis e drones apenas contra os Emirados Árabes Unidos. O ex-comandante destaca que o Irã conta com ajuda externa, especialmente da Rússia, que está fornecendo tecnologia de mísseis e drones ao país.
O método iraniano é brutalmente eficaz: lançar o máximo de projéteis possível, de tantos lugares diferentes. Esse ataque por saturação faz com que nenhuma defesa consiga interceptá-los todos. Os sistemas como o Patriot ou o THAAD funcionam em camadas, mas cada interceptor é um recurso finito e extremamente caro.
Um dos principais problemas enfrentados pelas defesas de Israel é a falta de radares eficazes para detectar os drones iranianos. "Se você não estiver procurando por esse tamanho e essa velocidade de alvo, você não vai vê-lo", explica Shank.
Além disso, o Irã também tem atacado diretamente os radares aliados. Segundo o ex-comandante, pelo menos um radar AN/TPY-2 americano foi destruído na Jordânia e um gigantesco AN/FPS-132 no Catar foi danificado.
O maior desafio a médio prazo não é tecnológico, mas industrial. "Estou muito preocupado" com a profundidade dos arsenais defensivos, admite Shank sem rodeios. As baterias Patriot e THAAD estacionadas no Oriente Médio podem deixar áreas desprotegidas na Europa e no Pacífico.
A solução que o ex-comandante aponta é a energia dirigida, canhões de laser de alta potência com munição ilimitada. A Marinha americana já tem capacidade operacional com sistemas como o HELIOS, mas Shank acredita que os EUA estão atrasados em sua implantação.
O conflito com o Irã está servindo como um laboratório em tempo real, acelerando lições que já estão reconfigurando a doutrina do Exército. A Primeira Divisão Acorçada ativou recentemente a primeira bateria de contramedidas anti-drones, o primeiro passo de uma maior reativação de unidades de defesa aérea de curto alcance que foram desmanteladas há duas décadas.
A crise no Oriente Médio está levantando questões importantes sobre a eficácia das defesas militares e a necessidade de investir em tecnologias mais avançadas, como energia dirigida. Enquanto as batalhas continuam, os especialistas estão debatendo o que isso significa para a segurança global no futuro.