Engenheiros de sistemas criam servidores privados para substituir assinaturas de serviços de streaming de música
Engenheiros de sistemas estão substituindo serviços de streaming de música por servidores privados devido ao aumento de preços e à falta de controle sobre os conteúdos. A infraestrutura utiliza hardwares como NAS, Mini PCs, Raspberry Pi ou Macs antigos, com softwares de gestão como Plex e Navidrome. A base do sistema consiste em arquivos digitais convertidos de CDs e organizados por softwares de etiquetagem
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A tendência de cancelar assinaturas de serviços de streaming, como Spotify, YouTube Music, Amazon Music, Apple Music e Tidal, tem crescido entre profissionais de engenharia de sistemas. O movimento é motivado pelo aumento progressivo dos preços das mensalidades e pela insatisfação com a falta de controle sobre as bibliotecas musicais, que podem sofrer a remoção de conteúdos ou a inserção inesperada de anúncios. Como alternativa, esses usuários estão implementando seus próprios servidores de streaming privados.
Para viabilizar essa infraestrutura, é necessário um computador conectado permanentemente à internet para atuar como servidor. Entre as opções de hardware, os sistemas de armazenamento em rede (NAS) oferecem maior segurança e estabilidade, embora apresentem custo elevado e exijam a compra separada de discos rígidos. Alternativas mais acessíveis incluem Mini PCs com Windows ou Linux, além de placas Raspberry Pi 4 ou 5, que consomem menos energia, mas demandam maior conhecimento técnico de configuração e a adição de um disco rígido.
Outra opção viável é a reutilização de hardware antigo, como o Mac Mini 2012. Este modelo específico permite a expansão de memória e armazenamento, podendo atingir 16 GB de RAM e a instalação de um SSD. Para superar a falta de suporte oficial da Apple ao sistema operacional desse modelo, que originalmente para no macOS 10.15 (Catalina), utiliza-se o OpenCore Legacy Patcher, ferramenta que possibilita a atualização para o macOS 12 (Monterey) ou versões posteriores.
No campo do software, as principais recomendações para a gestão da biblioteca são o Plex e o Navidrome. O Plex destaca-se pela facilidade de instalação e pela capacidade de automatizar a organização da biblioteca, baixando capas de álbuns, gêneros e títulos. O acesso ao conteúdo é feito via aplicativo PlexAmp no celular. Embora seja um serviço proprietário com opções de assinatura, a função de streaming de música permanece gratuita.
Já o Navidrome é uma alternativa de código aberto e totalmente gratuita. Sua configuração é mais técnica, mas oferece independência total de termos de uso. Para a reprodução no celular, o Navidrome integra-se a diversos aplicativos clientes, como Symfonium, Chora e Ultrasonic para Android, ou Substreamer, Amperfy e Sonora para iOS.
A base de todo o sistema é a coleção de arquivos digitais. Para quem possui CDs físicos, a conversão para MP3 pode ser feita via Nero CD Ripper ou, para extrações sem compressão e de alta qualidade, através do Exact Audio Copy (EAC) no Windows e do XLossless Decoder no Mac. Para garantir que o servidor reconheça as faixas e atribua os metadados corretamente, recomenda-se o uso do software MusicBrainz Picard para a etiquetagem dos arquivos.