Tecnologia

EUA Intensificam Crítica às Energias Renováveis após Guerra no Oriente Médio

11 de Março de 2026 às 09:11

A administração Trump intensificou crítica às energias renováveis após guerra no Oriente Médio gerar crise energética global. A China lidera implementação de energia eólica offshore e fotovoltaica, com maior usina fotovoltaica marinha do mundo inaugurada em 2022. O projeto PV-bos da Naturgy visa testar tecnologias flutuantes para a costa espanhola

EUA Intensificam Crítica às Energias Renováveis após Guerra no Oriente Médio
'render'

EUA Intensificam Crítica às Energias Renováveis em Face da Guerra no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio está gerando uma crise energética global, com o fechamento do Estreito de Ormuz e aumento dos preços dos combustíveis fósseis. Diante disso, a administração Trump tem intensificado sua crítica às energias renováveis, especialmente às instalações offshore.

A presidente Lidia Caramazana da Naturgy afirma que "nossa plataforma continental desce abruptamente na maioria das áreas, à medida que nos afastamos da costa. Com um fundo marinho de até um quilômetro de profundidade, não é viável instalar projetos de energia renovável marinha fixa". Por isso, a opção é investir em tecnologias flutuantes para gerar energia solar no mar.

A China tem sido líder na implementação da energia eólica offshore e fotovoltaica. No ano passado, inauguraram a maior usina fotovoltaica marinha do mundo. Em 2026, batem seu próprio recorde instalando 2.934 plataformas com painéis solares no mar.

A experiência chinesa é um exemplo de como pode ser implementada uma transição energética eficaz em países asiáticos, onde o solo disponível para a instalação de parques fotovoltaicos terrestres é limitado. A energia solar flutuante não é uma novidade e já está em expansão, especialmente em países com geografia semelhante à da Espanha.

O projeto PV-bos da Naturgy visa testar a viabilidade dessa solução para a costa espanhola. Será instalada a primeira plataforma no porto de Valência para avaliar o impacto das ondas e profundidade na implementação dessas tecnologias flutuantes.

Para alcançar essa capacidade em território espanhol, será necessário superar os desafios geográficos da Espanha. A coordenadora do projeto PV-bos afirma que "é preciso enfrentar desafios que a indústria marítima resolveu há décadas, agora aplicados à energia solar".

A capacidade global de parques fotovoltaicos flutuantes se dobrou aproximadamente a cada dois anos nos últimos cinco anos. Atualmente, ultrapassa os 3 GW em 2023, segundo dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA).

Com informações de El Confidencial

Notícias Relacionadas