Ex-diretor do Google alerta que a inteligência artificial pode eliminar 30% dos postos juniores até 2028
Mo Gawdat, ex-diretor do Google, alerta que a automação por IA pode eliminar 30% das vagas em certos setores até 2028, prejudicando recém-formados. A tendência é a valorização de competências humanas, como empatia e julgamento, em carreiras de interação direta. Lideranças da OpenAI e Duolingo reforçam a importância do discernimento e da qualidade técnica diante da tecnologia
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Mo Gawdat, ex-diretor de negócios do Google, alerta que a rápida integração da inteligência artificial no mercado de trabalho elevará a competitividade para recém-formados. A automação de tarefas anteriormente desempenhadas por profissionais juniores cria um cenário de dificuldade para quem acaba de sair da universidade, podendo resultar na perda de até 30% dos postos de trabalho em determinados setores até 2028.
Para mitigar esse impacto, a adaptação torna-se essencial. O sucesso profissional agora depende da capacidade de integrar a IA à rotina de trabalho híbrido, utilizando a ferramenta para aumentar a eficiência. No entanto, a vantagem competitiva reside no fortalecimento de competências que a tecnologia não consegue replicar com facilidade, como a empatia, a confiança e a conexão pessoal.
Nesse contexto, carreiras centradas no ser humano — a exemplo de enfermagem e consultoria, que exigem cuidado, aconselhamento e interação direta — surgem como caminhos mais resilientes. A tendência é que o valor profissional migre da capacidade de produção rápida para a habilidade de exercer o julgamento humano, definindo o que possui valor e o que requer revisão.
Essa visão é compartilhada por outras lideranças do setor. Greg Brockman, presidente da OpenAI, destaca que o discernimento é a habilidade central para selecionar o que funciona em conteúdos gerados por IA. No mesmo sentido, Luis von Ahn, CEO da Duolingo, observa que a tecnologia ainda não substitui a qualidade do trabalho realizado por designers e artistas.